A destruição do World Trade Center:
Porque a descrição oficial não pode ser verdadeira
Versão autorizada (com referências & notas)
por Dr. David Ray Griffin [*]
1. O colapso das Twin Towers
2. Testemunhos acerca de explosões e fenómenos relatados
nas histórias orais do 11/Set
3. Implicações
4. Outros factos suspeitos
5. O colapso do Edifício 7
6. Conclusão
Notas
Referências
Em
The New Pearl Harbor: Disturbing Questions about the Bush Administration
and 9/11
(2004), sumariei dúzias de factos e relatórios que lançam dúvidas sobre
a estória oficial acerca do 11/Set. A seguir, em
The 9/11 Commission Report: Omissions and Distortions
(2005a), discuti o modo como estes vários factos e relatórios foram
tratados pela Comissão do 11/Set, nomeadamente através da distorção ou
simplesmente da sua omissão. Também adoptei a abordagem do grande quadro
geral, com acumulação de argumentos, nos meus ensaios e palestras
anteriores sobre o 11/Set (Griffin, 2005b e 2005d).
[1] Esta abordagem, que mostra serem
problemáticos todos os aspectos da estória oficial, proporciona o mais
efectivo desafio à estória oficial.
Mas este modo de apresentar a evidência tem uma grande limitação,
especialmente quando utilizado em palestras e ensaios. Significa que o
tratamento de toda questão particular deve ser bastante breve, portanto
superficial. Com isso as pessoas podem ser levadas a suspeitar que um
tratamento mais completo de qualquer questão particular poderia mostrar,
afinal de contas, ser plausível a estória oficial.
Neste ensaio, vou concentrar-me numa questão: porque as Twin Towers e o
edifício 7 do World Trade Center entraram em colapso. Uma vantagem desta
concentração, além do facto de permitir entrar em consideráveis
pormenores, é que a destruição do World Trade Center proporciona-nos uma
das melhores janelas para a verdade acerca do 11/Set. Uma outra vantagem
desta focalização é que nos permitirá olhar para as revelações contidas
nas histórias orais do 11/Set, as quais foram registadas pelo New York
Fire Department logo após o 11/Set mas divulgadas para o público só em
Agosto de 2005.
Começarei com a questão de porque as Twin Towers entraram em colapso, a
seguir levantarei a mesma questão acerca do edifício 7.
1. O COLAPSO DAS TWIN TOWERS
Logo após o 11/Set, o presidente Bush aconselhou o
povo a não tolerar "ultrajantes teorias conspiratórias acerca dos
ataques do 11 de Setembro" (Bush, 2001). [2]
Philip Zelikow, que dirigiu o trabalho da Comissão 11/Set, advertiu
igualmente contra "ultrajantes teorias conspiratórias" (Hansen, 2005). O
que querem estes homens significar com tal expressão? Eles não podem
querer dizer que deveríamos rejeitar todas as teorias da conspiração
acerca do 11/Sete, porque a própria prestação de contas do governo é uma
teoria da conspiração, em que os conspiradores são todos membros da
al-Qaeda. Eles querem dizer apenas que deveríamos rejeitar teorias
ultrajantes.
Mas o que distingue uma teoria ultrajante de uma não ultrajante? Esta é
uma das questões centrais em filosofia da ciência. Quando confrontados
por teorias rivais — digamos a evolução neo-darwiniana e a concepção
inteligente — cientistas e filósofos da ciência perguntam qual teoria é
melhor e porque. A marca de uma boa teoria é que ela pode explicar, de
um modo coerente, todos ou pelo menos a maior parte dos factos
relevantes e não é contraditada por qualquer deles. Uma má teoria é
aquela que é contraditada por alguns dos factos relevantes. Uma teoria
ultrajante seria aquela que fosse contraditada por virtualmente todos os
factos relevantes.
Tendo esta definição em mente, vamos olhar para a teoria oficial acerca
da Twin Towers, a qual diz que eles entraram em colapso devido ao efeito
combinado do impacto dos aviões e dos incêndios resultantes. O relatório
publicado pelo FEMA diz: "O dano estrutural recebido por cada torre
devido ao impacto, combinado com os incêndios que se seguiram,
resultaram no colapso total de cada edifício" (FEMA, 2002).
[3] Esta teoria pertence claramente à
categoria das teorias ultrajantes, porque é contraditada por
virtualmente todos os factos relevantes. Embora esta declaração possa
parecer extrema, explicarei porque não é.
NENHUM COLAPSO ANTERIOR INDUZIDO POR INCÊNDIO
A teoria oficial verificou-se implausível devido a dois grandes
problemas. O primeiro é o simples facto de que o fogo nunca — antes ou
depois do 11/Set — levou edifícios altos com estrutura de aço a entrarem
em colapso. Os defensores da estória oficial raramente, se é que alguma
vez, mencionam este simples facto. Na verdade, o relatório supostamente
definitivo publicado pelo NIST — o National Institute for Standards and
Technology (2005) — insinua mesmo que colapso de grandes edifícios com
estrutura de aço induzidos por incêndios são acontecimentos normais
(Hoffman, 2005). [4] Contudo, longe de
serem normais: tais colapsos nunca ocorreram, excepto para os alegados
casos do 11/Set.
Os defensores da teoria oficial, naturalmente, dizem que os colapsos
foram provocados não simplesmente pelo fogo e sim pelo fogo combinado
com os danos provocados pelos aviões. As torres, entretanto, foram
concebidas para aguentarem o impacto de aviões aproximadamente da mesma
dimensão dos Boeing 767s. [5] Hyman
Brown, o administrador da construção das Twin Tower, afirmou: "Elas
foram super-projectadas (over-designed) para aguentarem quase
qualquer coisa, incluindo furacões, ... bombas e um choque de avião
[sobre elas]" (Bollyn, 2001). E mesmo Thomas Eagar, um professor do MIT
de engenharia dos materiais que apoia a teoria oficial, diz que o
impacto dos aviões não teria sido significativo, porque "o número de
colunas perdidas com o impacto inicial não foi grande as cargas eram
comutadas pelas colunas remanescentes nesta estrutura altamente
redundante" (Eagar e Musso, 2001, pp. 8-11). Da mesma forma, o Relatório
NIST, ao discutir como o impacto dos aviões contribuiu para o colapso,
foca primariamente a afirmação de que os aviões removeram (dislodged)
um bocado da protecção anti-fogo (fire-proofing) do aço.
[6]
A teoria oficial do colapso é, portanto, essencialmente uma teoria do
incêndio, assim não pode ser demasiado enfatizado que incêndios nunca
provocaram colapsos de grandes edifícios com estruturas de aço — nunca,
seja antes do 11/Set ou após o 11/Set, ou em qualquer lugar do mundo,
excepto alegadamente na Cidade de Nova York.
Alguém pode dizer, naturalmente, que há uma primeira vez para todas as
coisas, e que um incêndio verdadeiramente extraordinário pode induzir um
colapso. Vamos examinar esta ideia. O que significaria um incêndio
extraordinário? Dadas as propriedades do aço, um incêndio precisaria ser
muito quente, muito quente e de muito longa duração. Mas os incêndios
das torres não tiveram nenhuma destes características, e muito menos
todas as três.
Tem havido afirmações, certamente, de que os fogos foram muito quentes.
Alguns especiais da televisão afirmaram que as torres entraram em
colapso porque o incêndio era suficientemente quente para fundir o aço.
Exemplo: um especial da BBC News citou Hyman Brown como tendo dito: "o
aço funde, e 24 mil galões [90,7 mil litros] de combustível de aviação
fundiram o aço". Outra pessoa, apresentada como engenheiro de
estruturas, disse: "Foi o fogo que matou os edifícios. Não há nada sobre
a terra que possa sobreviver àquelas temperaturas com aquela quantidade
de combustível a queimar ... As colunas teriam fundido" (Barter, 2001).
[7]
Estas afirmações, contudo, são absurdas. O aço nem mesmo começa a fundir
antes de atingir 2800º Fahreinheit [1538º Celsius]
[8] E mesmo assim incêndios abertos alimentados por
hidrocarbonetos como o querozene — que é o jet fuel — podem no máximo
elevar-se a 1700ºF [927ºC], temperatura que está quase 1100 graus F
[593ºC] abaixo do ponto de fusão do aço. [9]
Podemos, consequentemente, afastar a afirmação de que as torres entraram
em colapso porque as suas colunas de aço fundiram-se.
[10]
A maior parte dos defensores da teoria oficial não faz, de facto, esta
afirmação absurda. Ele dizem simplesmente que o fogo aqueceu o aço até o
ponto em que este perdeu tanto da sua resistência (strenght) que
envergou (buckled) . [11]
Thomas Eagar, por exemplo, diz que o aço perde 80 por cento da sua
resistência quando aquecido a 1300ºF e argumenta que foi isto o que
aconteceu. Mas para esta afirmação ser plausível, os fogos ainda teriam
tido de ser bastante quentes.
Mas não foram. Foram feitas afirmações, como vimos, acerca do jet fuel.
Mas grande parte dele queimou-se muito rapidamente nas enormes bolas de
fogo produzidas quando os aviões bateram nos edifícios, e o resto
consumiu-se dentro de 10 minutos, [12]
após os quais as chamas extinguiram-se. Fotografias das torres tiradas
15 minutos após terem sido batidas mostram poucas chamas e bocados de
fumo negro, um sinal de que os fogos estavam a morrer por falta de
oxigénio. Thomas Eagar, reconhecendo este facto, diz que os fogos
estavam "provavelmente apenas a cerca de 1200 ou 1300ºF" [649 ou 704ºC]
(Eagar, 2002).
Além disso, há razões para acreditar que os fogos não estavam sequer
àquela temperatura. Como mostram as fotografias, os fogos não romperam
vidraças e nem mesmo se espalharam muito para além dos seus pontos de
origem (Hufschmid, 2002, p. 40). Esta evidência fotográfica é apoiada
por estudos científicos executados pelo NIST, os quais descobriram que
das 16 colunas do perímetro examinadas, "apenas três tinham evidência de
que o aço atingira temperaturas acima dos 250°C [482°F],” e nenhuma
evidência de que qualquer das colunas centrais tivesse mesmo atingido
aquelas temperaturas (2005, p. 88).
O NIST (2005) afirma que "não generalizou estes resultados, uma vez que
as colunas examinadas representavam apenas 3 por cento das colunas do
perímetro e 1 por cento das colunas centrais dos pisos incendiados". Que
apenas uma porcentagem tão diminuta das colunas estivesse disponível
deveu-se, claro, ao facto de responsáveis governamentais terem
imediatamente vendido e embarcado para o estrangeiro a maior parte das
colunas. Em qualquer caso, as descobertas do NIST, com base nesta
diminuta porcentagem das colunas, não são irrelevantes. Elas significam
que quaisquer especulações de que algumas das colunas centrais atingiram
temperaturas muito mais elevadas seriam apenas isso — pura especulação
não suportada por qualquer evidência empírica.
Além disso, mesmo se o fogo tivesse atingido 1300º F [704º C], como
supõe Eagar, isto não significa que qualquer parte do aço teria atingido
tal temperatura. O aço é um excelente condutor de calor. Aplique um fogo
numa parte de uma longa barra de aço e o calor rapidamente espalhar-se-á
às outras partes e a quaisquer outras peças de aço com as quais aquela
barra esteja conectada. [13]
Para fogos terem aquecido algumas das colunas de aço a qualquer coisa
próxima à sua própria temperatura, eles precisariam ser muito grandes,
relativamente à dimensão dos edifícios e à quantidade de aço dentro
deles. As torres, naturalmente, eram enormes e tinha uma enorme
quantidade de aço. Um fogo pequeno, localizado, de 1300ºF [704ºC] nunca
teria aquecido quaisquer das colunas de aço mesmo a uma temperatura
próxima daquela, pois o calor ter-se-ia dispersado rapidamente por todo
o edifício.
Alguns defensores da estória oficial afirmaram que os incêndios na
verdade foram muito grandes, transformando os edifícios em "infernos
grandiosos". Mas toda a evidência vai contra esta afirmação,
especialmente em relação à torre sul, que entrou em colapso primeiro.
Esta torre foi batida entre os pisos 78 e 84, de modo que esta é a
região onde o fogo teria sido mais intenso. E mesmo assim Brian Clark,
um sobrevivente, disse que quando desceu ao 80º piso: "Podia-se olhar
através da parede e das fendas e ver chamas ... apenas lambidelas, não
um inferno barulhento, apenas chamas tranquilas e algum fumo a
alongar-se através da parede". [14] De
igual modo, um dos chefes de bombeiros que alcançou o 78º piso descobriu
apenas "dois bolsões isolados de fogo". [15]
A torre norte, certamente, tinha fogos que eram suficientemente grandes
e quentes para levar muitas pessoas a saltarem para a morte. Mas como
sabe qualquer um com uma lareira ou forno, o fogo que não danifica o aço
ou mesmo o ferro queimará a carne humana. Em muitos casos também pode
ter sido mais o fumo do que o calor o que levou pessoas a saltarem.
De qualquer forma, os fogos, para enfraquecerem as colunas de aço,
teriam precisado ser não apenas muito grandes e muito quentes como
também muito duradouros. [16] Disseram
ao público que as torres tinham tais fogos, com a CNN a dizer que fogos
"muito intensos queimaram durante um longo tempo".
[17] Mas não foi assim. A torre norte
entrou em colapso uma hora e 42 minutos depois de ser batida, a torre
sul entrou em colapso depois de apenas 56 minutos.
Para verificar quão ridícula é a afirmação de que os incêndios de curta
duração nas torres poderiam ter induzido um colapso estrutural, podemos
compará-los com alguns outros incêndios. Em 1988, um incêndio no First
Interstate Bank Building em Los Angeles ardeu durante 3,5 horas e
destruiu 5 dos 62 andares do edifício, mas não houve dano estrutural
significativo (FEMA, 1088). Em 1991, um enorme incêndio no One Meridian
Plaza, de Filadélfia, perdurou por 18 horas e destruiu 8 dos 39 andares
do edifício, mas, afirma o relatório do FEMA, embora "traves e vigas
mestras tenham-se vergado e deformado ... sob severas exposições ao fogo
..., as colunas continuaram a suportar suas cargas sem dano óbvio"
(FEMA, 1991). Em Caracas, em 2004, um incêndio num edifício de 50
andares ardeu durante 17 horas, destruindo completamente os 20 andares
superiores do edifício, e mesmo assim ele não entrou em colapso (Nieto,
2004). E contudo nós somos supostos acreditar que um incêndio de 56
minutos levou a torre sul a entrar em colapso.
Além disso, ao contrário dos incêndios nas torres, os incêndios em Los
Angeles, Filadélfia e Caracas foram suficientemente quentes para partir
vidraças.
Uma outra importante comparação é proporcionada por uma série de
experimentos efectuados na Grã-Bretanha em meados da década de 1990 a
fim de verificar que espécie de danos podiam ser infligidos a edifícios
com estrutura de aço sujeitando-os a incêndios extremamente quentes,
todos eles a consumi-los durante muitas horas. O FEMA, tendo examinado
aqueles experimentos, afirmou: "Apesar de a temperatura das vigas de aço
ter atingido 815-927ºC (1500-1700ºF) em três dos testes ..., não foi
observado colapso em nenhum dos seis experimentos" (1988, Apêndice A).
Estas comparações revelam o absurdo da afirmação do NIST de que as
torres entraram em colapso porque os aviões golpearam a protecção contra
o fogo das colunas de aço. A protecção anti-fogo proporciona defesa
durante apenas umas poucas horas, assim o aço nos edifícios em
Filadelfia e Caracas foi directamente exposto ao fogo durante 14 horas
ou mais e mesmo assim não vergou. O NIST afirma, no entanto, que o aço
na torre sul vergou porque foi exposto directamente às chamas durante 56
minutos. [18]
Uma afirmação produzida por alguns defensores da teoria oficial é
especular que havia algo nas Twin Towers que as tornaria singularmente
vulneráveis ao fogo. Mas estas especulações não são apoiadas por
qualquer prova. E, como destacou Norman Glover: "Quase todos os grandes
edifícios serão local para um grande incêndio durante a sua vida útil.
Nenhum edifício de grande altura alguma vez entrou em colapso devido ao
fogo. O WTC foi o local de um incêndio em 1975, entretanto o edifício
sobreviveu com danos menores, foi reparado e retornou ao serviço"
(Glover, 2002).
MÚLTIPLAS EVIDÊNCIAS DE DEMOLIÇÃO CONTROLADA
Há uma verdade reversa para o facto de que, além dos alegados casos do
11/Set, o fogo nunca ter provocado colapsos em grandes edifícios com
estrutura de aço. Esta verdade reversa é que todos os colapsos totais
anteriores foram provocados pelo procedimento conhecido como "demolição
controlada", no qual explosivos capazes de cortar aço foram colocados em
lugares cruciais por todo o edifício e a seguir deflagrados numa ordem
particular. Justamente por saber que as torres entraram em colapso, a
suposição natural portanto seria que elas foram deitadas abaixo por
explosivos.
Esta suposição a priori é, além disso, suportada por um exame empírico
da natureza particular dos colapsos. Aqui chegamos ao segundo grande
problema com a teoria oficial, nomeadamente de que os colapsos tinham
pelo menos onze características que seriam de esperar se, e apenas se,
fossem utilizados explosivos. Descreverei brevemente estas onze
características.
Início súbito: Numa demolição controlada, o início do colapso é
súbito. Num primeiro momento, o edifício está perfeitamente imóvel; no
momento seguinte ele subitamente começa a entrar em colapso. Mas o aço,
quando aquecido, não verga nem se parte subitamente. Assim, em colapsos
induzidos por incêndios — se tivéssemos quaisquer exemplos dos mesmos —
o início seria gradual. Vigas horizontais e pilastras (trusses)
começariam a perder firmeza, colunas verticais, se sujeitas a forças
fortes, começariam a vergar. Mas como mostram os vídeos das torres,
[19] não havia sinais de envergamento
ou perda de firmeza, mesmo sobre os andares exactamente acima dos danos
provocados pelo impacto dos aviões. Os edifícios estavam perfeitamente
imóveis até o momento em que começaram os seus colapsos.
Caimento a pique (Straight Down): A coisa mais importante
numa demolição controlada de um edifício alto próximo a outros edifícios
é que ele venha cair a direito, dentro, ou pelo menos próximo, do seu
próprio terreno, de modo a que não danifique os outros edifícios. Toda a
arte da ciência da demolição controlada é orientada primariamente em
torno deste objectivo. Como explicou Mark Loizeaux, presidente da
Controlled Demolition, Inc., "para deitar [um edifício] abaixo como
queremos, de modo a que ... nenhuma outra estrutura seja danificada", a
demolição deve ser "totalmente planeada", utilizando "o explosivo
correcto [e] o padrão correcto de disposição das cargas" (Else, 2004).
[20] Se os 110 andares das Twin Towers
houvessem caído mal, eles teriam provocado uma enorme quantidade de
danos a edifícios que cobriam muitos quarteirões da cidade. Mas as
torres caíram a direito. Consequentemente, a teoria oficial, ao implicar
que o incêndio produziu colapsos que imitavam perfeitamente aqueles que
normalmente se verificam somente por explosivos colocados com precisão,
exige um milagre. [21]
Velocidade quase de queda livre: Edifícios deitados abaixo por
explosão controlada colapsam à velocidade quase de queda livre. Isto
pode ocorrer porque os apoios para os pisos mais baixos são destruídos,
de modo que quando os pisos superiores vêm abaixo eles não encontram
resistência. O facto de que os colapsos da tor
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res imitassem esta
característica da demolição controlada foi mencionada indirectamente
pelo Relatório da Comissão do 11/Set (The 9/11 Commission Report), o
qual afirmou que a "Torre Sul colapsou em 10 segundos" (Kean e Hamilton,
2004, p. 305). [22] Os autores do
relatório evidentemente pensaram que a rapidez deste colapso não entrava
em conflito com a teoria oficial, conhecida como a teoria "panqueca". De
acordo com esta teoria, os pisos acima dos pisos que foram enfraquecidos
pelo impacto do avião caíram sobre o piso de baixo, o que provocava uma
reacção em cadeia, de modo que os pisos "panquecaram" todo o caminho
abaixo.
Mas se foi isto que aconteceu, os pisos inferiores, com todo o seu aço e
betão, teriam proporcionado resistência. Os pisos superiores não podiam
ter caído através deles à mesma velocidade que cairiam através do ar.
Contudo, os vídeos dos colapso mostram que o entulho a cair dentro do
perfil do edifício caia à mesma velocidade que o entulho do lado de fora
[23] (Jones, 2006). Como arquitecto e
físico, Dave Heller (2005) explica:
os andares não podiam ter estado a cair como
panquecas. Os edifícios caíram demasiado rapidamente. Os andares
devem ter caído todos simultaneamente para atingir o chão num espaço
de tempo tão curto. Mas como? ... No método conhecido como demolição
controlada, cada piso de um edifício é destruído justamente no
momento em que o piso de cima está prestes a cair sobre ele. Assim,
os andares caem simultaneamente, e em virtual queda livre. (Garlic e
Glass 6)
Colapso total: A teoria oficial é ainda mais
decisivamente rejeitada pelo facto de que os colapsos foram totais.
Estes edifícios de 110 andares colapsaram em pilhas de entulho com
apenas uns poucos andares de altura. Como foi isto possível? O núcleo de
cada torre continha 47 colunas em caixa de aço maciças.
[24] De acordo com a teoria da
panqueca, os suportes horizontais de aço escaparam das colunas
verticais. Mas se foi isto que aconteceu, as 47 colunas centrais teriam
permanecido de pé. A Comissão do 11/Set sugeriu uma solução ousada para
este problema. Ela simplesmente negou a existência das 47 colunas
centrais, dizendo: "O núcleo interior dos edifícios era um poço de aço
vazio (a hollow steel shaft), no qual foram agrupados elevadores
e escadas" (Kean e Hamilton, 2004, 541 note 1). Voila! Sem quaisquer 47
colunas centrais, o problema principal está removido.
O Relatório NIST manipulou este problema muito difícil ao afirmar que
quando os pisos entraram em colapso os mesmos puxaram as colunas,
levando a que as do perímetro se tornassem instáveis. Esta instabilidade
aumentaria então o peso da carga sobre as colunas centrais, as quais
teriam sido enfraquecidas pelos incêndios tremendamente quentes no
núcleo, os quais, afirma o NIST, atingiriam 1832ºF (1000ºC), e esta
combinação de factores de algum modo produziu o "colapso global" (NIST,
2005, pp. 28, 143).
Esta teoria defronta-se com dois problemas. Primeiro, a afirmação do
NIST acerca de incêndios tremendamente quentes no núcleo está
completamente desapoiada pela evidência. Como vimos anteriormente, os
seus próprios estudos não descobriram qualquer prova de que quaisquer
das colunas centrais tivesse atingido temperatura de mesmo 482ºF
(250ºC), de modo que a sua teoria envolve um acréscimo puramente
especulativo de mais de 1350ºF (732ºC). [25]
Segundo, mesmo que esta sequência de eventos tivesse ocorrido, o NIST
não apresenta explicação da razão porque teria provocado colapso global
— isto é, total. O Relatório NIST assevera que a "falência das colunas"
ocorreu tanto nas do centro como nas do perímetro. Mas isto permanece
uma afirmação vazia. Não há explicação plausível da razão porque as
colunas se teriam rompido ou mesmo vergado de modo a produzir colapso
global à velocidade virtual de queda-livre, mesmo que tivessem atingido
tais temperaturas. [26]
Aço cortado (Sliced Steel): Nas demolições controladas de
edifícios com estrutura de aço são utilizados explosivos para cortar em
pedaços colunas e vigas de aço. Um representante da Controlled
Demolition, Inc., afirmou que o RDX, um dos explosivos poderosos
utilizados habitualmente, corta o aço em fatias tal como uma "lâmina de
navalha atravessa um tomate". O aço é, além disso, não simplesmente
cortado em fatias, é cortado em fatias com comprimentos manejáveis. Como
diz a Controlled Demolition, Inc. na sua publicidade: "Nosso sistema
DREXSTM ... segmenta componentes de aço em pedaços que cumprem a
capacidade de elevação do equipamento [guindastes] disponível".
[27]
Os colapsos das Twin Towers, aparentemente, de certo modo também
conseguiram imitar esta característica das demolições controladas. Jim
Hoffman (2004), depois de estudar várias fotos do sítio do colapso,
disse que grande parte do aço parecia estar "cortado em pequenos pedaços
... secções que podiam ser facilmente carregadas para cima do
equipamento que estava a limpar o terreno (Ground Zero) ".
[28]
Pulverização do betão e outros materiais: Outra característica da
demolição controla é a produção de um bocado de poeira, porque
explosivos suficientemente poderosos para cortar aço pulverizarão betão
e a maior parte das outras substâncias não-metálicas em micro
partículas. E Hoffman (2003) relata: "aproximadamente todos os
constituintes não-metálicos das torres foram pulverizadas em um pó
fino".[29] Esta observação também foi feita pelo coronel John O'Dowd, do
U.S. Army Corps of Engineers. "Nos sítios do World Trade Center", disse
ele ao History Channel, "parecia como se tudo estivesse pulverizado"
(History Channel, 2002).
Este facto cria um problema para a teoria oficial, segundo a qual a
única energia disponível era a energia gravitacional. Esta energia teria
sido suficiente para partir a maior parte do betão em peças bastantes
pequenas. Mas ela não teria estado de modo algum parte próxima da
quantidade de energia necessária para transformar o betão e virtualmente
todos os conteúdos não-metálicos dos edifícios em micro partículas de
pó.
Nuvens de pó: Uma outra característica comum às demolições
controladas é ainda a produção de nuvens de pó, as quais resultam das
explosões quando ejectam o pó a partir do edifício com grande energia.
E, como se pode ver ao comparar vídeos na web, os colapsos das torres
produziram nuvens que são muito semelhantes àquelas provocas por
demolições controladas de outras estruturas, tais como o Kigdome de
Seattle. A única diferença é que as nuvens produzidas durante os
colapsos das torres foram proporcionalmente muito maiores.
[30]
A questão da fonte de energia necessária levanta-se outra vez. Hoffman
(2003), focando a expansão da nuvem de pó da Torre Norte, calcula que a
energia exigida para esta expansão — ignorando a energia necessária para
cortar o aço e pulverizar o betão e outros materiais — excedeu em pelo
menos 10 vezes a energia gravitacional disponível.
O conto oficial, portanto, envolve uma enorme violação das leis da
física — uma violação que se torna ainda mais gigantesca quando
consideramos a energia exigida para pulverizar o betão (e quem dirá a
energia exigida para romper o aço).
Além da quantidade absoluta (sheer) de energia necessária, um
outro problema com a teoria oficial é que a energia gravitacional é
totalmente inadequada para explicar a produção destas nuvens de pó. Isto
é mais obviamente o caso nos primeiros poucos segundos. Palavras de
Hoffman: "Você pode ver espessas nuvens de betão pulverizado a serem
ejectadas dentro dos primeiros dois segundos. Isto é quando o movimento
relativo do topo da torre para a porção intacta era de apenas uns poucos
pés por segundo". [31] Jeff King
(2003), na mesma linha, afirma: "[Uma grande quantidade de] pó de betão
muito fino é ejectado do topo do edifício muito antes do colapso ...
[quando] fatias grossas de betão [teriam estado] a chocar-se umas contra
as outras a [apenas] 20 ou 30 mph" (32 ou 48 km/h).
A importância da questão de King pode ser apreciada justapondo-a à
afirmação de Shyam Sunder, investigador principal do NIST, de que embora
as nuvens de pó criadas durante os colapsos das Twin Towers possam dar a
impressão de uma demolição controlada, "é o desmoronamento
(pancaking) dos pisos que leva àquela percepção" ( Popular
Mechanics, 2005). O desmoronamento, segundo a teoria oficial
defendida por Sunder, começou no piso debaixo dos buracos criados pelo
impacto dos aviões. Como destaca King, esta teoria não pode lidar com o
facto, revelado pelas fotografias e pelos vídeos, de que as nuvens de pó
foram criadas muito acima das zonas de impacto.
Ejecções horizontais: Outra característica comum das demolições
controladas é a ejecção horizontal de outros materiais, além do pó,
daquelas áreas do edifício nas quais são deflagrados explosivos. No caso
das Twin Towers, fotos e vídeos revelam que "pesadas peças de aço foram
ejectadas em todas as direcções a distâncias de mais de 500 pés (152
metros), enquanto a cobertura de alumínio era atirada a mais de 700 pés
(213 m) das torres" (Paul e Hoffman, 2004, p. 7). Mas a energia
gravitacional é, naturalmente, vertical, de modo que não pode nem mesmo
começar a explicar estas ejecções horizontais.
Cadeias (rings) de demolição: Ainda outra característica
comum aos colapsos induzidos por explosivos são cadeias de demolição,
nas quais séries de pequenas explosões desencadeiam-se rapidamente por
um edifício. Esta característica também se manifestou nos colapsos das
torres. [32]
Sons produzidos pelas explosões: A utilização de explosivos para
induzir colapsos produz, naturalmente, sons provocados pelas explosões.
Tal como todas as características anteriores exceptuado o corte das
colunas de aço dentro do edifício, esta pôde ser observada pelas
testemunhas. E, como veremos abaixo, há testemunhos abundantes da
existência de tais sons antes e durante os colapsos das torres.
Aço fundido: Uma décima primeira característica que só seria de
esperar se fossem utilizados explosivos para cortar as colunas de aço
seria aço fundido, e a sua existência no sítio do WTC foi na realidade
relatada por várias testemunhas, incluindo as duas principais figuras
envolvidas na limpeza, Peter Tully, presidente da Tully Construction, e
Mark Loizeaux, presidente da Controlled Demolition, Incorporated. Tully
afirma que viu poças de "aço literalmente fundido" no sítio. Loizeaux
afirmou que várias semanas após o 11/Set, quando o entulho estava a ser
removido, "pontos quentes de aço fundido" foram descobertos "nas bases
dos poços dos elevadores das torres principais, sete níveis abaixo
[porão]" (ambas as declarações citadas em Bollyn, 2004).
[33]
Leslie Robertson, o engenheiro chefe de estruturas das Twin Towers,
também afirmou: "Até 21 dias após o ataque, os fogos ainda estavam a
arder e aço fundido ainda corria" (Williams, 2001). A jornalista
Jennifer Lin, da Knight-Ridder, abordando Joe "Toolie" O'Toole, um
bombeiro do Bronx que trabalhou durante muitos meses nos esforços de
resgate e limpeza, escreveu: "Fogos subterrâneos arderam durante meses.
O'Toole recorda-se que em Fevereiro viu um guindaste puxar verticalmente
uma trave de aço das profundidades no interior das catacumbas do Piso
Zero. "Ela estava a pingar de aço fundido", afirmou ele"' (Lin, 2002).
Greg Fuchek, vice-presidente de vendas da LinksPoint, Inc., que forneceu
algum alguns dos equipamentos de computação utilizados para identificar
restos humanos no local, descreveu as condições de trabalho como
"infernais", parcialmente porque durante seis meses a temperatura do
chão variou entre 600 graus Fahrenheit e 1500 graus ou mais (316 a
816ºC). Fuchek acrescentou que "por vezes, quando um trabalhador puxava
uma trave de aço das ruínas, a ponta da trave pingava aço fundido"
(Walsh, 2002). E ainda mais testemunhas falam de aço fundido.
[34]
Estes testemunhos são de grande significado, uma vez que seria difícil
imaginar o que, além de explosivos potentes, poderia ter levado uma
parte do aço a fundir.
A importância da natureza dos colapsos, como resumidos nestas 11
características, é mostrada pelo fato de que tentativas de defender a
teoria oficial tipicamente ignoram a maior parte delas. Exemplo: um
artigo em Popular Mechanics (2005), procurando desmascarar aquilo
a que chama alguns dos mitos mais predominantes acerca do 11/Set
fabricado por "teóricos da conspiração", ignora totalmente a
subitaneidade, a verticalidade, a rapidez e a totalidade dos colapsos e
também deixa de mencionar os testemunhos acerca do aço fundido, das
cadeias de demolição e dos sons de explosões.
[35]
2. TESTEMUNHOS ACERCA DE EXPLOSÕES E FENÓMENOS RELATADOS NAS
HISTÓRIAS ORAIS DO 11/SET
A maior parte destas 11 características — quase todas
excepto o corte das colunas centrais e o aço fundido nos porões —, se
tivessem ocorrido antes ou durante os colapsos das torres, podia ter
sido observada pelas pessoas na área. E, de facto, testemunhos acerca de
alguns destes fenómenos têm estado disponíveis, logo após o 11/Set, de
repórteres [36] , bombeiros
[37] , oficiais da polícia
[38] , pessoas que trabalhavam nas
torres [39] e um eminente técnico em
explosivos, Van Romero [40] , que
afirmou no próprio dia, depois de ver os videotapes, que os colapsos não
só se assemelhavam àqueles produzidos por implosões controladas como
deviam, de facto, ter sido provocados por "alguns dispositivos
explosivos dentro dos edifícios" porque eles eram "demasiado metódicos"
para terem sido resultados casuais de choques de aviões (Uytterbrouck,
2001) [41] . Alguns destes testemunhos
foram muito impressionantes. Houve, contudo, apenas uns poucos deles e
foram dispersos aqui e ali. Nenhum grande corpo de testemunhos esteve
imediatamente acessível.
Mas esta situação mudou dramaticamente. Logo após o 11/Set, o New York
Fire Department registou mais de 500 histórias orais, nas quais
bombeiros e trabalhadores da emergência médica contaram suas
experiências daquele dia [o Emergency Medical Services tornou-se uma
divisão dentro do Fire Department (Dwyer, 2005a).] A administração de
Bloomberg, presidente da municipalidade, contudo, recusou-se a
divulgá-los. Mas então o New York Times, juntamente com várias
famílias vítimas do 11/Set, abriu processo e, após uma longa tramitação,
o Tribunal de Apelo de Nova York (New York Court of Appeals)
ordenou à cidade que divulgasse a maior parte destas histórias orais, o
que foi feito em Agosto de 2005 [42]
(Dwyer, 2005b). The Times a seguir fê-las publicamente
disponíveis (NYT, 2005). [43]
Estas histórias orais contem muitas dúzias de testemunhos que falam de
explosões e fenómenos característicos relacionados com demolição
controlada. Darei alguns exemplos.
EXPLOSÕES
Vários indivíduos relataram terem testemunhado uma explosão
imediatamente antes de uma das torres entrar em colapso. O chefe de
Batalhão John Sudnik afirmou: "ouvimos ... o que soava como uma explosão
surda e levantando os olhos vi a torre dois começar a vir abaixo" (NYT,
Sudnick, p. 4).
Várias pessoas relataram explosões múltiplas. O paramédico Kevin
Darnowski afirmou: "Ouvi três explosões, e a seguir ... a torre dois
começou a vir abaixo" (NYT, Darnowski, p. 8).
O bombeiro Thomas Turilli afirmou: "quase soava como bombas a
explodirem, como bum, bum, bum, algo como sete ou oito" (NYT, Turilli,
p. 4).
Craig Carlsen afirmou que ele e outros bombeiros "ouviram explosões a
virem da ... torre sul ... Houve cerca de dez explosões ... Percebemos
então que o edifício começou a vir abaixo" (NYT, Carlsen, pp. 5-6).
O bombeiro Joseph Meola afirmou, "parecia como se o edifício estivesse a
arrebentar por todos os quatro lados. Nós realmente ouvimos as
detonações" (NYT, Meola, p. 5).
O paramédico Daniel Rivera também mencionou "detonações." Perguntado de
como soube que a torre sul estava a vir abaixo, afirmou:
Era um ruído maldito (frigging). A princípio pensei que era —
como quando se vê demolição profissional em que eles colocam as cargas
em certos pisos e a seguir você ouve 'pop, pop, pop, pop, pop'? ...
Pensei que era isso. (NYT, Rivera, p. 9)
O colapso principiou abaixo da zona de impacto e de incêndio de acordo
com o relato oficial, o "panquequeamento" começou quando os pisos acima
do buraco provocado pelo avião caíram sobre os pisos abaixo. Algumas
testemunhas, contudo, relataram que o colapso da torre sul começou um
pouco mais abaixo.
Timothy Burke afirmou que "o edifício estourou, mais abaixo do que o
local do incêndio .. Eu estava a ir, oh meu deus, há um dispositivo
secundário devido ao modo como o edifício estourou. Pensei que era uma
explosão" (NYT, Burke, pp. 8-9).
O bombeiro Edward Cachia afirmou: "Aquilo realmente deu-se num piso mais
baixo, não no piso em que o avião bateu ... Nós inicialmente pensámos
que era como uma detonação interna, explosivos, porque foi em sucessão,
bum, bum, bum, bum, e a seguir a torre veio abaixo" (NYT, Cachia, p. 5).
A importância destas observações é reforçada pelo facto de que o autores
do Relatório NIST, depois de terem divulgado um minuta para o público,
sentiram a necessidade de acrescentar a seguinte declaração ao Sumário
Executivo:
O NIST não descobriu prova que corroborasse
hipóteses alternativas sugerindo que as torres WTC foram deitadas
abaixo por demolição controlada utilizando explosivos instalados
antes do 11 de Setembro de 2001 ... Ao contrário, fotos e vídeos de
vários ângulos mostraram claramente que o colapso iniciou-se nos
andares do incêndio e do impacto e que o colapso progrediu para
baixo a partir dos andares em que tiveram início.
Os bombeiros Burke e Cachia agora presumivelmente
precisam perguntar-se: Em que é que vamos acreditar, nos nossos próprios
olhos ou num relatório oficial do governo?
CHISPAS E CADEIAS DE DEMOLIÇÃO
Algumas das testemunhas falam de chispas (flashes) e de fenómenos
que sugerem cadeias (rings) de demolição. O comissário assistente
Stephen Gregory afirmou: "Pensei ... antes ... de a Nº 2 vir abaixo, que
vi chispas de baixo nível ... eu ... vi uma chispa chispa chispa ...
[no] nível mais baixo do edifício. Sabe, como quando eles demolem um
edificio?" (NYT, Gregory, pp. 14-16).
O capitão Karin Deshore afirmou: "Em algum lugar em torno do meio ...
havia esta chispa laranja e vermelha a sair. Inicialmente era apenas uma
chispa. Então esta chispa continuou a estourar a toda volta do edifício
e aquele edifício começou a explodir ... Com cada som de estouro havia
inicialmente uma chispa inicialmente laranja e a seguir vermelha para
fora do edifício e então ela contornava exactamente todo o edifício em
ambos os lados, tanto quanto eu podia ver. Estes sons de estouro e as
explosões foram ficando maiores, indo tanto para cima como para baixo e
então contornando todo o edifício" (NYT, Deshore, p. 15).
O bombeiro Richard Banaciski afirmou: "Houve apenas uma explosão.
Parecia como na televisão quando eles explodem estes edifícios. Parecia
como se estivesse a contornar como um cinturão, todas estas explosões"
(NYT, Banaciski, pp. 3-4).
O vice-comissário Thomas Fitzpatrick afirmou: "Parecia como uma
cintilação em torno de uma camada específica do edifício ... Minha
reacção inicial foi que isto era exactamente do modo que aparece quando
eles lhe mostram aquelas implosões na TV" (NYT, Fitzpatrick, pp. 13-14).
EJECÇÔES HORIZONTAIS
Umas poucas testemunhas falam de ejecções horizontais. O chefe Frank
Cruthers afirmou: "Havia o que parecia ser ... uma explosão. Apareceu no
topo extremo, simultaneamente de todos os quatro lados, materiais
cuspidos horizontalmente. E então pareceu haver um retardamento
momentâneo antes que você pudesse ver o princípio do colapso" (NYT,
Cruthers, p. 4).
Este testemunho é importante, porque a teoria oficial sustenta que as
ejecções foram produzidas pelos andares a entrarem em colapso. Assim,
ouçamos o bombeiro James Curran, que afirmou: "Olhei para trás e ...
ouvi como todo o andar estalava. Olhei para trás e devido à pressão
todas as coisas estavam a pôr-se fora dos pisos antes de ele realmente
entrar em colapso" (NYT, Curran, pp. 10-11).
O chefe de batalhão Brian Dixon afirmou, "o piso mais abaixo do incêndio
na torre sul parecia realmente como se alguém houvesse plantado
explosivos em torno porque ... tudo estourava num único piso" (NYT,
Dixon, p. 15).[44]
EXPLOSÕES SINCRONIZADAS
Algumas testemunhas afirmam que as explosões pareciam estar
sincronizadas. O bombeiro Kenneth Rogers, por exemplo, afirma: "houve
uma explosão na torre sul ... Continuei a observar. Piso após piso após
piso. Um piso sob um outro sob um outro ... Parecia como uma
sincronizada e deliberada espécie de coisa" (NYT, Rogers, pp. 3-4).
[45]
Por que o público nada sabe deste relatos? Se todos estes
bombeiros e trabalhadores médicos testemunharam todos estes fenómenos
sugestivos de demolição controlada, pode-se querer saber porque o
público não os conhece. Parte da resposta é fornecida pelo tenente
bombeiro auxiliar Paul Isaac. Tendo dito que "houve definitivamente
bombas nos edifícios, mas eles receiam pelos seus empregos se admitirem
isto porque as altas patentes ('higher-ups') proíbem discussões
deste facto" (Lavello, n.d.). Uma outra parte da resposta é que quando
umas poucas pessoas, como Isaac e William Rodriguez falaram, a imprensa
de referência (mainstream press) não relatou suas declarações.
3. IMPLICAÇÕES
A teoria oficial acerca do colapso das torres, como
sugeri, torna-se extremamente implausível por dois factos principais:
Primeiro, à parte a alegada excepção do 11/Set, edifícios de grande
altura com estrutura de aço nunca entraram em colapso devido a
incêndios; todos os colapsos dos mesmos foram produzidos por explosivos
cuidadosamente colocados. Segundo, os colapsos da Twin Towers
manifestaram pelo menos 11 características distintivas de explosões
controladas. A probabilidade de que qualquer destas características
pudesse ocorrer na ausência de explosivos é extremamente baixa. A
probabilidade de que todas as 11 ocorressem é essencialmente zero.
[46]
Podemos afirmar, portanto, que a teoria oficial acerca das torres está
tão perfeitamente refutada quanto uma teoria poderia ser, ao passo que
toda a evidência pode ser explicada pela teoria alternativa, segundo a
qual as torres foram deitadas abaixo por explosivos. A teoria oficial é,
consequentemente, uma teoria ultrajante, ao passo que a teoria
alternativa é, de um ponto de vista científico, a única teoria razoável
disponível. [47]
4. OUTROS FACTOS SUSPEITOS
Além disso, embora já tenhamos considerado evidência
suficiente para a teoria de que as torres foram deitadas abaixo por
explosivos, ainda há mais.
Remoção do aço: Antes de mais, o aço dos edifícios foi removido
rapidamente antes que pudesse ser examinado adequado
[48] , sendo todo ele virtualmente
vendido a sucateiros, os quais embarcaram-no em navios para a Ásia
[49] . Remover qualquer evidência da
cena de um crime é geralmente um delito federal. Mas neste caso,
responsáveis federais facilitaram a remoção.
[50]
Esta remoção provocou protestos. No dia do Natal de 2001, o New York
Times afirmou: "A decisão de reciclar rapidamente as colunas de aço,
traves e pilastras do WTC nos dias imediatamente a seguir ao 11/Set
significa que respostas definitivas nunca poderão ser encontradas"
[51] . Na semana seguinte, a revista
Fire Engineering afirmou: "Estamos literalmente a tratar o aço
removido do local como lixo, não como evidência crucial da cena do
incêndio (Brannigan, Corbett, e Dunn, 2002). ... A destruição e remoção
da evidência devem cessar imediatamente" (Manning, 2002).
Contudo, Bloomberg, presidente da municipalidade, defendendo a decisão
de descartar o aço, afirmou: "Se quiser dar uma olhadela em métodos de
construção e concepção, é isto que fazem os computadores neste dia e
era. [52] Apenas olhar para uma peça
de metal geralmente não lhe conta grande coisa".
[53] Mas isto não é verdade. Um exame do aço podia ter
revelado se ele foi cortado por explosivos.
Esta remoção de uma quantidade de material sem precedentes da cenas de
um crime sugere que um crime sem precedentes estava a ser encoberto.
[54]
A prova de que este encobrimento foi continuado pelo NIST é
proporcionada pelo seu tratamento de uma descoberta provocante relatada
pelo FEMA, a qual era de que alguns dos espécimes de aço foram
"rapidamente corroídos pela sulfidação" (FEMA, 2002, Apêndice C). Este
relatório é significativo, porque a sulfidação é uma consequência de
explosivos. O FEMA, correctamente, exigiu nova investigação desta
descoberta, a qual o New York Times classificou como "talvez o
mais profundo mistério desvelado na investigação" (Killough-Miller,
2002). Um problema estreitamente relacionado, expresso logo após o
11/Set pelo dr. Jonathan Barnett, Professor de Engenharia de Protecção
de Incêndios (Fire Protection Engineering) no Worcester Polytechnic
Institute, é que "o incêndio e o dano estrutural ... não explicariam
pedaços de aço nas ruínas que parecem ter sido parcialmente evaporados"
(Glanz, 2001). Mas o relatório NIST, na sua secção intitulada "A
aprender com o aço recuperado", deixa de mencionar tanto a sua
evaporação como a sua sulfidação. [55]
Por que deveriam os cientistas do NIST partilhar o aparente desdém de
Bloomberg por estudos empíricos do aço recuperado?
Queda da antena da Torre Norte: Outro problema observado pelo
FEMA é que os vídeos mostram, nas palavras do Relatório FEMA, que "a
torre de transmissão sobre o topo da torre norte começou a mover-se para
baixo e ligeiramente de lado antes que fosse evidente movimento na
parede exterior. Isto sugere que o colapso começou com uma ou mais
falhas na área central do núcleo do edifício" (FEMA, 2002, cap. 2).
[56] Esta queda também foi mencionada
num artigo no New York Times de James Glanz e Eric Lipton, os
quais disseram: "Vídeos do colapso da torre norte parecem mostrar que a
sua antena de televisão começou a cair uma fracção de segundo antes do
resto do edifício. As observações sugerem que o núcleo de aço do
edifício de certa forma cedeu primeiro" (Glanz and Lipton, 2002). No
supostamente definitivo NIST Report não descobrimos qualquer menção a
este facto. Isto é uma outra omissão conveniente, uma vez que a
explicação mais plausível, e talvez a única possível, seria que as
colunas do núcleo foram cortadas pelos explosivos — uma explicação que
se ajustaria ao depoimento de várias testemunhas.
Inclinação (tipping) e desintegração da Torre Sul: Se a
queda da torre norte foi anómala (da perspectiva da teoria oficial), o
colapso da torre sul conteve uma anomalia ainda mais estranha. Os
andares mais altos — acima do nível batido pelo avião — começou a
inclinar-se em direcção ao lado (corner) mais danificado pelo
impacto. De acordo com as leis de conservação-de-momento, este bloco de
aproximadamente 34 pisos deveria ter caído ao chão muito fora do terreno
do edifício. "Contudo", observam Paul e Hoffman, "quando o topo então
começou a cair, a rotação desacelerou. Então reverteu a direcção
[embora] a lei da conservação do momento angular declare que um objecto
sólido em rotação continuará a rodar à mesma velocidade a menos que
influenciado por uma força de torção (torque) " (Paul and
Hoffman, 2004, p. 34).
E assim, nas palavras de Steven Jones, professor de física na BYU, "este
bloco transformou-se principalmente em pó no meio do ar!" Esta
desintegração parou a inclinação e permitiu que os andares mais altos
caíssem a prumo, ou pelo menos próximo disso, no terreno do edifício.
Como observa Jones, este comportamento extremamente estranho foi uma das
muitas coisas que o NIST conseguiu ignorar em virtude do facto de que a
sua análise, nas suas própria
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}
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s palavras, "realmente não incluíram o
comportamento estrutural da torre depois de as condições para o início
do colapso terem sido atingidas" (NIST 2005, p. 80, n. 12). Isto é
conveniente porque significa que o NIST não tem resposta à pergunta de
Jones: "Como podemos entender este estranho comportamento, sem
explosivos?" (Jones, 2006).
Este comportamento, contudo, não é estranho para peritos em demolição
controlada. Mark Loizeaux, responsável da Controlled Demolition, Inc.,
afirmou: "Controlando diferencialmente a velocidade da derrubada
(failure) nas diferentes partes da estrutura, você pode faze-la
passear, faze-la girar, faze-la dançar ... Nós tivemos estruturas
inicialmente voltadas para norte e acabaram virando para noroeste".
(Else, 2004)
Mais uma vez, algo que é inexplicável nos termos da teoria oficial
torna-se algo natural se a teoria da demolição controlada for adoptada.
Segurança do WTC: A sugestão de que possam ter sido utilizados
explosivos levanta a questão de como alguém desejoso de colocar
explosivos nas torres poderia ter passado através dos exames de
segurança. Esta questão conduz-nos a um facto possivelmente relevante
acerca de uma companhia — agora chamada Stratesec mas então chamada
Securacom — que estava como responsável pela segurança do World Trade
Center. De 1993 a 2000, período em que a Securacom instalou um novo
sistema de segurança, Marvin Bush, o irmão do presidente, foi um dos
directores da companhia. E de 1999 até Janeiro de 2002, o seu primo Wirt
Walker III foi o presidente (CEO, Chief Executive Office) (Burns,
2003).[57] Alguém poderia pensar que estes factos deveriam ter constado
no noticiário da noite — ou pelo menos no Relatório da Comissão do
11/Set.
Estes factos, em todo o caso, podem ser relevantes de acordo com alguns
relatos feitos por pessoas que trabalharam no World Trade Center. Alguns
deles disseram que embora nas semanas anteriores ao 11/Set tivesse
havido um alerta de segurança que obrigou a utilizar cães farejadores de
bomba, aquele alerta foi suspenso cinco dias antes do 11/Set 9/11
(Taylor and Gardiner, 2001).
Além disso, um homem chamado Scott Forbes, que trabalhou para o
Fiduciary Trust — a companhia para a qual trabalhou o marido de Kristen
Breitweiser — escreveu:
No fim da semana [de 8-9 de Setembro de 2001]
houve uma condição de desligamento de energia ("power down")
na ... torre sul. Esta condição de desligamento significou que não
houve abastecimento eléctrico durante aproximadamente 36 horas desde
o piso 50 para cima ... A razão apresentada pelo WTC para o
desligamento era que a cablagem na torre estava a ser melhorada
(upgraded) ... Naturalmente, sem energia não havia câmeras de
segurança, nem fechaduras de segurança nas portas [enquanto] muitos,
muitos "engenheiros" [estavam] a entrar e a sair da torre.
[58]
Além disso, um homem chamado Ben Fountain, que foi
analista financeiro do Fireman's Fund na torre sul, foi citado na
People Magazine como tendo dito que, durante as semanas anteriores
ao 11/Set, as torres foram evacuadas "um certo número de vezes" (
People Magazine, 2001).
Conhecimento prévio do colapso: Outro facto possivelmente
relevante é que o então presidente da municipalidade Rudy Giuliani,
falando à ABC News acerca do seu centro de comando de emergência
temporária na Barkley Street 75, afirmou:
Estávamos a operar fora dali quando nos disseram que o World Trade
Center estava a ir para o colapso, e ele entrou em colapso antes de
podermos sair do edifício. [59]
Isto é uma declaração espantosa. Antes do 11/Set um incêndio nunca
deitou abaixo uma estrutura de aço de grande altura. Os bombeiros que
atingiram o 78º piso da torre sul certamente não acreditavam que
estivesse a entrar em colapso. Mesmo a Comissão do 11/Set relatou que,
no seu conhecimento, "nenhum dos chefes [de bombeiros] presentes
acreditou que um colapso total de qualquer das torres fosse possível"
(Kean e Hamilton, 2004, p. 302). Assim, por que alguém contaria a
Giuliani que pelo menos uma das torres estava prestes a entrar em
colapso?
A resposta mais razoável, especialmente à luz da nova evidência, é que
alguém sabia que explosivos haviam sido postos na torre sul e estavam
prestes a serem descarregados. É mesmo possível que os explosivos
estivessem a ser descarregados mais cedo do que o planeado originalmente
porque os fogos na torre sul estavam a apagar-se mais rapidamente do que
o esperado, pois demasiado jet fuel do avião havia queimado na bola de
fogo do lado de fora do edifício. [60]
Isto poderia explicar porque a torre sul, embora tenha sido batida em
segundo lugar, sofreu menos danos estruturais, e teve incêndios mais
pequenos, entrou em colapso primeiro — depois de apenas 56 minutos. Isto
é, se a estória oficial fosse aquela de que o incêndio provocou o
colapso, o edifício tinha de ser deitado abaixo antes de o fogo
extinguir-se completamente. [61]
Além disso, sabemos agora através de histórias orais que Giuliani não
foi o único a quem foi dito que o colapso estava para vir. Pelo menos
quatro dos testemunhos indicam que pouco antes do colapso da torre sul o
Office of Emergency Management (OEM) havia previsto o colapso de pelo
menos uma torre. [62] O director do
OEM relatou directamente a Giuliani. [63]
Assim, embora Giuliani tenha dito que ele e ouros "foram avisados" de
que as torres estavam para entrar em colapso, era o seu próprio pessoal
quem estava a avisar.
Como destacou o repórter do New York Times Jim Dwyer, a Comissão
do 11/Set tinha acesso às histórias orais [64]
. Ela deveria ter discutido estes factos, mas não o fez.
A negligência para com a maior parte dos factos relevantes acerca dos
colapsos, manifestada pelo Relatório da Comissão do 11/Set, foi
continuada pelo Relatório NIST, o qual afirmou, espantosamente:
O foco da investigação incidiu na sequência de eventos desde o instante
do impacto do avião ao início do colapso de cada torre. Para brevidade
neste relatório, esta sequência é mencionada como "provável sequência do
colapso", embora realmente não inclua o comportamento estrutural da
torre depois de as condições para o início do colapso terem sido
alcançadas. ... [Nossa simulação trata apenas] a deterioração estrutural
de cada torre desde o momento do impacto do avião até aquele em que o
edifício ... estava prestes ao colapso (80n, 140).
Steven Jones comenta, adequadamente:
O que há acerca dos colapsos subsequentes, completos, rápidos e
simétricos dos edifícios? ... O que há acerca da antena a cair primeiro
na Torre Norte? O que há acerca do metal fundido observado nas áreas do
porão ...? Não importa de todo que o NIST não discuta de modo algum
quaisquer dados ocorridos depois de os edifícios estarem "prontos para o
colapso" ("poised for collapse"). Bem, alguns de nós querem ver
todos os dados, sem simulações de computadores que são "ajustadas" para
faze-las combinar com resultado desejado. (Jones, 2006)
Sumário: Quando acrescentamos estes cinco factos suspeitos
adicionais às onze características que os colapsos das Twin Towers
tiveram em comum com demolições controladas, temos um total de dezasseis
factos acerca dos colapsos destes edifícios que, apesar de serem
inexplicáveis em termos da teoria oficial, são plenamente compreensíveis
com a teoria de que a destruição das torres foi um trabalho interno.
5. O COLAPSO DO EDIFÍCIO 7
Como vimos, a Comissão do 11/Set simplesmente ignorou
os factos discutidos acima. Ainda outro assunto não discutido pela
Comissão foi o colapso do edifício 7. Mas a estória oficial acerca dele
é, se possível, ainda mais problemática do que a estória oficial acerca
das torres — como foi sugerido pelo título de um artigo do New York
Times, "Engenheiros estão confusos sobre o colapso do WTC 7" ("Engineers
Are Baffled over the Collapse of 7 WTC"( (Glanz, 2001).
[65]
AINDA MAIS DIFÍCIL DE EXPLICAR
O colapso do edifício 7 é ainda mais difícil de explicar do que o
colapso da torres em parte porque não foi batido por um avião, de modo
que nenhuma das teorias acerca de como os impactos dos aviões
contribuíram para os colapsos das torres pode ser aplicada em relação a
ele.
Além disso, toda a evidência fotográfica sugere que os incêndios neste
edifício foram pequenos, não muito quentes, e limitados a uns poucos
pisos. Fotografias do lado norte do edifício mostram fogos apenas no 7º
e 12º pisos deste edifício de 47 andares. Assim, se o lado sul, que
estava virado para as torres, tivesse incêndios em muitos outros
andares, como afirmam os defensores do conto oficial, eles não eram
suficientemente grandes para serem vistos a partir do outro lado do
edifício. [66]
Não seria surpreendente, naturalmente, que os incêndios neste edifício
fossem mesmo mais pequenos do que aqueles nas torres, porque não havia
jet fuel para ter o início de um grande incêndio. Alguns defensores da
estória oficial afirmaram, temos de admitir, que o diesel armazenado
neste edifício de alguma forma incendiou-se e criou um inferno. Mas se o
edifício 7 tivesse sido engolfado em chamas, porque nenhum dos muitos
fotógrafos e equipes de cameras da TV no local capturou esta imagem?
A extrema dificuldade de explicar o colapso do edifício 7 — assumindo
que não é permissível mencionar a demolição controlada — foi reconhecida
pelos corpos oficiais. O relatório preparado sob a supervisão do FEMA
propôs um cenário empregando o combustível diesel, a seguir admitiu que
este cenário tinha "apenas uma baixa probabilidade de ocorrência"[67].
Mesmo esta declaração é generosa, porque a probabilidade de que alguma
versão da estória oficial do edifício 7 ser verdadeira é a mesma das
torres, essencialmente zero, porque violaria várias leis da física. Em
qualquer caso, a Comissão do 11/Set, talvez devida a esta admissão pelo
FEMA, evitou o problema simplesmente não mencionando o facto de que este
edifício entrou em colapso.
Esta foi uma das mais espantosas omissões da Comissão. De acordo com a
teoria oficial, o edifício 7 demonstrava, ao contrário da convicção
universal anterior ao 11/Set, que grandes edifícios com estrutura de aço
podiam entrar em colapso a partir de incêndios autónomos (fire
alone), mesmo sem terem sido batidos por um avião. Esta demonstração
deveriam ter significado que os códigos de construção e prémios de
seguros para edifícios com estrutura de aço em todo o mundo precisariam
ser alterados. E mesmo assim a Comissão do 11/Set, ao preparar o seu
relatório de 571 páginas, não dedica uma única frase a este histórico
evento.
AINDA MAIS SEMELHANTE A IMPLOSÕES CONTROLADAS
Outra razão adicional porque o colapso do edifício 7 é especialmente
problemático é que ele foi mesmo mais parecido com os tipos de demolição
convencional mais conhecidos — nomeadamente, uma implosão, a qual começa
na base (enquanto o colapso de cada torre originou-se em grande altura,
próximo à região batida pelo avião). Como escreveu Eric Hufschmid:
O edifício 7 colapsou na sua base. ... O interior caiu primeiro. ... O
resultado foi uma pilha muito pequena de entulho, com o lado externo do
edifícios a colapsar sobre o topo da pilha.
[68]
Implosion World.com, um sítio web acerca da indústria da demolição,
declara que uma implosão é "de longe o tipo mais manhoso de projecto
explosivo, e há apenas um punhado de companhias de explosão no mundo que
possuem suficiente experiência. ... para executar as verdadeiras
implosões de edifícios". [69] Poderá
alguém acreditar que o incêndio teria acontecido apenas para produzir a
espécie de colapso que pode ser produzido confiavelmente por apenas umas
poucas companhias de demolição no mundo? O edifício tinha 24 colunas
centrais e 57 colunas perimetrais. Asseverar que o incêndio levou este
edifício a entrar em colapso a prumo (straight down) significaria
acreditar que o incêndio levou todas as 81 colunas a falirem exactamente
ao mesmo tempo. Aceitar a estória oficial é, por outras palavras,
aceitar um milagre. O físico Steven Jones concorda, dizendo:
A probabilidade de um colapso quase simétrico do WTC7 devido a fogos
aleatórios (a teoria "oficial") — a exigir a falha quase simultânea de
muitas colunas de sustentação — é infinitesimal. Concluo que a evidência
da utilização no 11/Set de explosivos pré-posicionados no WTC7 (assim
como nas Torres 1 e 2) é verdadeiramente irrefutável.
[70]
CONHECIMENTO PRÉVIO MUITO MAIS VASTO
Outra razão porque o colapso do edifício 7 cria problemas especiais
envolve o conhecimento prévio do seu colapso. Sabemos de apenas umas
poucas pessoas com conhecimento antecipado de que as Twin Towers estavam
para entrar em colapso, e a informação que temos seria consistente com a
suposição de que este conhecimento foi adquirido apenas uns poucos
minutos antes de a torre sul ter entrado em colapso. As pessoas podem
imaginar, portanto, que alguém viu alguma coisa a sugerir que o edifício
estava prestes a entrar em colapso. Mas o conhecimento prévio do colapso
do edifício 7 foi mais generalizado e de maior duração. Isto é sabido há
longo tempo, pelo menos pelas pessoas que lêem revistas de bombeiros.
[71] Mas agora as histórias orais
proporcionaram um quadro mais completo.
Notificação ampla: Pelo menos 25 dos bombeiros e trabalhadores
médicos relataram que, em algum momento daquele dia, souberam que o
edifício 7 estava para entrar em colapso. Bombeiros que estiveram a
combater os incêndios no edifício disseram que lhes foi ordenado deixar
o edifício, após o que foi estabelecida uma zona de colapso. Como
trabalhador médico Decosta Wright colocou isto: "eles mediram quão longe
o edifício estava a preparar-se para vir, assim nós sabíamos exactamente
onde podíamos permanecer", o que era a "5 quarteirões de distância"
(NYT, Wright, pp. 11-12).
Advertência antecipada: Quando exactamente a expectativa do
colapso começou a circular difere conforme as testemunhas. Mas a maior
parte da evidência sugere que a expectativa do colapso foi comunicada
com 4 ou 5 horas de avanço. [72]
A razão alegada para a expectativa: Mas por que haveria esta
expectativa de ser levantada? Os incêndios no edifício 7 foram, conforme
toda a evidência fotográfica, poucos e pequenas. Assim por que os
decisores no departamento decidiram retirar os bombeiros para fora do
edifício 8 e eles simplesmente permaneceram em torno à espera de que
entrasse em colapso?
Os chefes deram uma explicação dupla: danos mais fogo. O chefe Frank
Fellini afirmou: "Quando [a torre norte] caiu, ela desgarrou aço para
fora entre o terceiro e sexto andares através da fachada sobre a Vesey
Street. Estávamos preocupados porque os incêndios em vários pisos e o
aço faltante resultaria no colapso do edifício" (NYT, Fellini, p. 3).
Há pelo menos dois problemas com cada parte desta explicação. Um
problema com a descrição do dano estrutural é que eles variam muito.
Segundo o testemunho de Fellini, havia um buraco no andar quatro entre o
terceiro e o sexto pisos. Na narração do capitão Chris Boyle, contudo, o
buraco estava a "20 andares de altura" (2002). Aparentemente Shyam
Sunder, o investigador principal do NIST, ajustou algo como um
compromisso entre estas duas visões, contando à Popular Mechanics
que, "Sobre cerca de um terço da frente até o centro e até a base —
aproximadamente 10 andares — cerca de 25 por cento da profundidade do
edifício foi despejada (scooped out) " ( Popular Mechanics,
Março 2005).
As diferentes descrições do problema no lado sul do edifício não são,
além disso, limitadas à questão da dimensão do buraco. Segundo o
vice-chefe Peter Hayden, o problema não era de todo um buraco mas uma
"saliência", e esta era "entre os pisos 10 e 13" (Hayden, 2002).
O segundo problema com estas descrições dos danos é que se havia um
buraco que estava a 10 ou 20 andares de altura, ou mesmo um buraco (ou
saliência) que estava a 4 andares de altura, porque este facto não foi
registado sobre filme por qualquer dos fotógrafos ou operadores de vídeo
na área naquele dia?
Em relação às afirmações acerca do incêndio, as descrições mais uma vez
variam muito. O chefe Daniel Nigro falou de "incêndio muito pesado em
muitos andares" (NYT, Nigro, p. 10). Segundo Harry Meyers, assistente
chefe, "Quando o edifício veio abaixo estava completamente envolvido no
incêndio, todos os quarenta e sete andares" (citado em Smith, 2002, p.
160). Este exagero óbvio também foi declarado por um bombeiro que
afirmou: "O edifício 7 estava completamente engolfado. ... Você podia
ver as chamas indo directamente de um lado do edifício para o outro"
(NYT, Cassidy, p. 22).
Vários dos testemunhos, contudo, não apoiam a linha oficial. O técnico
médico Decosta Wright, por exemplo, disse: "Penso que o quarto andar
estava em chamas. ... Vocês rapazes estão a ir extinguir aquele fogo?"
(NYT, Wright, p. 11). O chefe Thomas McCarthy disse: "Eles estavam à
espera de que o World Trade 7 viesse abaixo. ... Eles tinham ...
incêndios em três pisos separados ..., apenas a queimar alegremente. Era
admiravelmente bonito, você sabe, é a tarde na parte baixa de Manhattan,
um grande prédio está a queimar, e eles dizem 'nós sabemos' " (NYT,
McCarthy, pp. 10-11).
O segundo problemas com a descrição oficial aqui é que se havia
"incêndio muito intenso em muitos pisos", por que este facto não ficou
registado em qualquer filme? O fotógrafo que temos no lado norte do
edifício apoia a visão do chefe McCarthy de que havia incêndio em três
pisos. Mesmo se houvesse incêndios pisos adicionais no lado sul do
edifício, não há suporte fotográfico para a afirmação de que "as chamas
[nestes pisos adicionais] iam directamente de um lado ao outro do
edifício.
Além disso, mesmo que a estória oficial do departamento acerca do
colapso do edifício 7 não fosse contraditada pela evidência física e
algumas das histórias orais, ela não explicaria porque o edifício entrou
em colapso, porque nenhuma magnitude de incêndio e de danos estruturais,
a menos que provocados por explosivos, alguma vez provocou o colapso
total de um grande edifício com estrutura de aço.
[73] E isto certamente não explicaria a natureza particular
do colapso — que o edifício implodiu e caiu a prumo ao invés de cair de
lado em alguma direcção, como aparentemente esperavam aqueles que deram
a ordem para criar uma grande zona de colapso. O chefe de batalhão John
Norman, por exemplo, afirmou: "Esperávamos que caísse para o sul"
(Norman, 2002). Nem tão pouco a teoria do dano-mais-incêndio explicaria
o colapso deste edifício à velocidade virtualmente de queda-livre ou a
criação de uma enorme quantidade de pó — características adicionais dos
colapsos que são tipicamente ignoradas pelos defensores da descrição
oficial.
A grande dificuldade apresentada pelo colapso do edifício 7 à teoria
oficial acerca do WTC é ilustrada por um livro recente,
102 Minutes: The Untold Story of the Fight to Survive Inside the Twin
Towers
, um dos autores do qual é o repórter do New York Times Jim
Dwyer, que escreveu os artigos no Times acerca da divulgação das
histórias orais do 11/Set. Em relação à Twin Towers, Dwyer e o seu
co-autor, Kevin Flynn, apoiam a teoria publicada pelo NIST segundo a
qual as torrer entraram em colapso porque os aviões chocaram-se com a
protecção de incêndios das colunas de aço, tornando-as vulneráveis ao
"calor intenso" dos fogos que se seguiram.
[74] Quando eles chegam ao edifício 7, contudo, Dwyer e Flynn
não perguntam porque entraram em colapso, uma vez que não foi batido por
um avião. Eles dizem simplesmente: "Os bombeiros decidiram deixar o fogo
a arder ali" (Dwyer e Flynn, 2005, p. 258). Mas isto, naturalmente, não
foi o que aconteceu. Ao invés disso, dentro em breve, após as 5:20
daquele dia, o edifício 7 subitamente entrou em colapso, essencialmente
no mesmo dia em que entraram as Twin Towers.
Não deveria este facto ter levado Dryer e Flynn a questionar a teoria do
NIST de que as Twin Towers entraram em colapso porque as suas protecções
anti-incêndios haviam sido perdidas com os choques? Eu pensaria que
Dwyer, que relatou acerca da divulgação das histórias orais do 11/Set,
deveria reavaliar a teoria do NIST à luz da abundante evidência de
explosões nas torres proporcionada por aqueles testemunhos.
[75]
Uma outra explicação: Há, em qualquer caso, apenas uma teoria que
explica tanto a natureza como a expectativa do colapso do edifício 7.
Explosivos haviam sido colocados, e alguém que sabia isto espalhou o
boato para os chefes dos bombeiros.
De forma bastante surpreendente, uma versão desta teoria foi declarada
publicamente por um conhecedor profundo (insider), Larry
Silverstein, que possuía o edifício 7. Num documentário da PBS difundido
em Setembro de 2002, Silverstein, discutindo o edifício 7, disse:
Recordo ter recebido um telefonema do comandante do departamento de
bombeiros a contar-me que eles não estavam certos de que fossem capazes
de conter o fogo, e eu disse: "Tivemos tão terríveis perdas de vida,
talvez a coisa mais inteligente a fazer seja derrubá-lo (the smartest
thing to do is pull it) ". [76] E
eles tomaram aquela decisão de derrubá-lo e nós observámos o edifício a
entrar em colapso. (PBS, 2002) [77]
É muito desconcertante, sem dúvida, que Silverstein, que estava pronto
para receber milhares de milhões de dólares em pagamentos de seguros
pelo edifício 7 e pelo resto do complexo do World Trade Center, na
suposição de que haviam sido destruído por actos de terrorismo, tivesse
feito uma tal declaração em público, especialmente com câmaras de TV a
filmarem. Mas esta afirmação de que o edifício 8 foi deitado abaixo
pelos explosivos, qualquer que seja o motivo por trás, explica porque e
como entrou em colapso.
Ainda temos, contudo, a questão de porque o departamento de bombeiros
ficou à espera de que o edifício entrasse em colapso. Seria
interessante, naturalmente, se esta informação viesse da mesma agência,
o Office of Emergency Management, que informou antecipadamente o
departamento de que uma das torres estava prestes a entrar em colapso. E
temos isso na boa autoridade que o fez. O capitão Michael Currid,
presidente da Uniformed Fire Officers Association, disse que algum tempo
após o colapso da Twin Towers, "Alguém do Office of Emergency Management
da cidade" contou-lhe que o edifício 7 era "basicamente uma causa
perdida e não deveríamos perder ninguém a tentar salvá-lo", após o que
foi dito aos bombeiros no edifícios para se afastarem. (Murphy, 2002,
pp. 175-76).[78]
Mas esta resposta, assumindo ser correcta, deixa-nos com mais questões,
principiando por: Quem no Office of Emergency Management sabia
antecipadamente que as torres e o edifício 7 estavam a ir para o
colapso? Como souberam eles disto? E assim por diante. Estas questões só
poderiam ser respondidas por uma investigação real, a qual ainda tem de
começar.
6. CONCLUSÃO
De qualquer modo, já é possível saber, para além de
qualquer dúvida razoável, uma coisa muito importante: a destruição do
World Trade Center foi um trabalho a partir de dentro, orquestrado por
terroristas internos. Terroristas estrangeiros não podiam ter conseguido
acesso aos edifícios para colocar os explosivos. Eles provavelmente não
teriam tido a cortezia de assegurar que os edifícios colapsassem a prumo
(straight down), ao invés de cair sobre edifícios em torno. E
eles não poderiam ter orquestrado um encobrimento, desde a rápida
retirada do aço conforme o FEMA Report, o The 9/11 Commission Report e o
NIST Report. Todas estas coisas só poderiam ter sido orquestradas por
forças dentro do nosso próprio governo.
A evidência deste conclusão até agora tem sido amplamente ignorada pela
imprensa de referência (mainstream), talvez sob o pretexto de
obedecer ao conselho do presidente Bush de não tolerar "ultrajantes
teorias conspiratórias". Vimos, entretanto, que é a teoria da
conspiração do presidente Bush que é ela própria ultrajante, porque é
violentamente contraditada por numerosos factos, incluindo algumas leis
básicas da física.
Há, naturalmente, uma outra razão porque a imprensa de referência não
apontou estas contradições. Como disse uma carta recente ao Los
Angeles Times:
O número de contradições na versão oficial do ... 11/Set é tão esmagador
que ... ela simplesmente não pode ser acreditada. Mas ... a versão
oficial não pode ser abandonada porque a implicação de rejeitá-la é
muitíssimo perturbadora: que estamos sujeitos a uma conspiração do
governo das proporções e insídia dos 'X-Files'.
[79]
As implicações são na verdade perturbadoras. Muitas pessoas que sabem ou
pelo menos suspeitam da verdade sobre o 11/Set provavelmente acreditam
que revelá-la seria tão perturbador para a psique americana, para forma
de governo americana e para a estabilidade global que é melhor fingir
acreditar na versão oficial. Eu sugeriria, contudo, que seja qual for o
mérito que este argumento possa ter tido anteriormente ele foi
ultrapassado pelos acontecimentos e percepções mais recentes. Pois muito
mais devastadora para a psique americana, para a forma de governo
americana e para o mundo como um todo será o domínio continuado daqueles
que nos trouxeram o 11/Set, porque os valores reflectidos naquele
horrendo evento também foram reflectidos nas mentiras da administração
Bush para justificar o ataque ao Iraque, no seu desprezo pelo ciência
ambiental e a Bill of Rights, na sua negligência criminosa tanto antes
como após o Katrina, e agora no seu plano evidente de não só armar o
espaço como também de autorizar a utilização de armas nucleares num
ataque antecipativo (preemptive).
À luz desta situação e dos factos discutidos neste ensaio — bem como em
dúzias de problemas adicionais no relato oficial do 11/Set discutidos
nos meus livros — apelo ao New York Times para tomar a dianteira
e finalmente expor ao povo americano e ao mundo a verdade sobre o
11/Set. Tomar a dianteira numa tal notícia, naturalmente, envolverá
riscos enormes. Mas se há alguma organização de notícias com o poder, o
prestígio e a credibilidade para romper [o silêncio] é o Times.
Ele efectuou o serviço miúdo de recolher a histórias orais do 11/Set e
registá-las. Mas agora o bem estar da nossa república e talvez mesmo a
sobrevivência da nossa civilização depende de conseguir que a verdade
sobre o 11/Set seja exposta. Conclamo o Times a que não perca a
ocasião.
29/Janeiro/2006
NOTAS
[1] Ambas as palestras estão disponíveis também em DVDs editados por Ken
Jenkins (kenjenkins@aol.com). Ver também Griffin, 2005c.
[2] A declaração mais completa de Bush foi: "Devemos falar a verdade
acerca do terror. Nunca toleraremos teorias conspiratórias ultrajantes
quanto aos ataques do 11 de Setembro — mentiras maliciosas que tentam
remover a culpa para longe dos próprios terroristas, para longe do
culpado". Excelente conselho.
[3] Este relatório foi executado pela American Society of Civil
Engineers (ASCE) em nome da Federal Emergency Management Agency (FEMA).
O público foi exposto a esta teoria desde cêdo, com a CNN a dizer logo
após o 11/Set: "O colapso, quando sobreveio, foi provocado pelo
incêndio. ... O incêndio enfraqueceu aquela porção da estrutura que
permaneceu após o impacto ... ao ponto em que não mais podia suportar a
carga" (CNN, 24/Setembro/2001).
[4] O NIST descreve os colapsos das torres como exemplos de "colapso
progressivo", o qual acontece quando "um edifício ou porção de um
edifício colapsa devido à difusão desproporcionada de uma falha local
inicial" (NIST Report, p. 200). O NIST com isso implica falsamente que
os colapsos totais dos três edifícios WTC foram exemplos específicos de
uma categoria geral com outros exemplos. O NIST afirma mesmo que os
colapsos foram "inevitáveis".
[5] O engenheiro chefe de estruturas, Leslie Robertson, afirmou que a
Twin Towers foram concebidas para aguentarem o impacto de um Boeing 707,
naquele tempo (1966) o maior avião de linha. Ver "The Fall of the World
Trade Center," BBC 2, March 7, 2002 (
http://www.bbc.co.uk/science/horizon/2001/worldtradecentertrans.shtml
\n';
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>
). Para uma comparação do 707 e do 767, ver "Boeing 707-767 Comparison,"
What Really Happened (
http://www.whatreallyhappened.com/boeing_707_767.html ). Também
relevante é o facto de que em 1945 um bombardeiro B-25 chocou-se com o
Empire State Building no 79º andar, criando um buraco de 20 pés de
altura (6m). Mas nunca houve a mais leve indicação de que este acidente
levaria o edifício a entrar em colapso (ver Glover, 2002).
[6] O NIST Report (2005, pp. xliii and 171) afirma: "as torres aguentam
os impactos e teriam permanecido de pé se não fosse pela deslocação do
isolamento (protecção contra incêndios) e os subsequentes incêndios
multi-pisos".
[7] Apoiado por estas autoridades, o show prosseguiu afirmando que "como
incêndios lavravam nas torres, induzidos pelo combustível de aviação, os
núcleos de aço em cada edifício teriam finalmente atingido 800°C
[1472°F] — calor suficiente para começar o envergamento e o colapso".
[8] In Griffin, 2004, pp. 12-13, cito o reconhecimento do Professor
Thomas Eagar deste facto.
[9] Dado o facto de que a afirmação de que os incêndios nas torres
fundiram o seu aço é quase tão absurda, de um ponto de vista científico,
quanto a afirmação de que podia fundir, é admirável ver que alguns
jornais científicos pareciam ansiosamente apressar-se a por em letra de
forma esta afirmação. Sobre o dia 11/Set, por exemplo, o New
Scientist publicou um artigo que dizia: "Cada torre [depois de ter
levado o choque] permaneceu de pé por aproximadamente uma hora.
Finalmente incêndios furiosos fundiram as escoras de aço de suporte"
(Samuel e Carrington, 2001). O título do artigo, "Design Choice for
Towers Saved Lives", reflecte a afirmação igualmente absurda — atribuída
a "John Hooper, engenheiro principal na companhia que forneceu conselhos
de engineering quando o World Trade Center foi concebido" — de que "a
maior parte dos edifícios teria vindo abaixo imediatamente".
[10] Declarar este ponto óbvio, contudo, pode ser custoso para
empregados de companhias com ligações estreitas ao governo. Em 11 de
Novembro de 2004, o Site Manager do Environmental Health Laboratories,
que é uma divisão dos Underwriters Laboratories, escreveu por email uma
carta ao Dr. Frank Gayle, vice-chefe da Divisão de Metalurgia, Ciência
dos Materiais e Laboratório de Engineering, do National Institute of
Standards and Technology (NIST). Nesta carta Ryan declarou: "Sabemos que
os componentes de aço foram certificados para ASTM E119. O tempo de
curvas de temperatura para este padrão exige que as amostras sejam
expostas a temperaturas em torno dos 2000ºF (1093ºC) durante várias
horas. E, como todos nós concordamos, o aço aplicado cumpre aquelas
especificações. Adicionalmente, penso que podemos todos concordar em que
mesmo aço desprotegido de incêndios não fundirá até alcançar
temperaturas de vermelho de aproximadamente 3000ºF (1649ºC). A
insinuação do Dr. Brown de que 2000ºF fundiria o aço de grande segurança
(high grade) daqueles edifícios não faz sentido de todo". Depois
de Ryan ter permitido que a sua carta se tornasse pública, foi
despedido. A sua carta está disponível em
http://www.septembereleventh.org/newsarchive/2004-11-11-ryan.php .
[11] Uma bem conhecida tentativa de defender a descrição oficial tentou
utilizar o absurdo do aço a fundir contra aqueles que a rejeitam. No seu
número de Março de 2005, a revista Popular Mechanics publicou uma
peça intitulada "9/11: Debunking the Myths"
(http://www.popularmechanics.com/science/defense/1227842.html?page=1&c=y).
Este artigo propôs-se a desvendar o que ele alega serem "16 das
afirmações mais predominantes feitas pelos teóricos da conspiração". Uma
destas "afirmações venenosas", segundo a Popular Mechanics,
resulta do facto de que estes "teóricos da conspiração" criaram um
argumento espantalho — pretendo que a teoria oficial afirma que os
edifícios vieram abaixo porque o seu aço fundiu — no qual os teóricos da
conspiração podiam então bater à vontade. A Popular Mehanics
"refuta" este argumento espantalho ao instruir-nos de que "o jet fuel
queima a 800º a 1500ºF, não suficientemente quente para fundir aço
(2750ºF, 1510ºC). Contudo, os peritos concordam em que para as torres
entrarem em colapso as suas estruturas de aço não precisavam fundir-se,
elas haviam apenas perdido alguma da sua resistência estrutural". Como
vimos, contudo, a ideia de que as torres entraram em colapso devido à
fusão do seu aço foi colocada na consciência pública por alguns dos
primitivos defensores da teoria oficial. Para críticos desta teoria
mostrarem o absurdo desta afirmação não é, portanto, atacar um
espantalho. A ideia de que a teoria oficial é baseada sobre esta
afirmação absurda é, em qualquer caso, não uma das "afirmações mais
predominantes" daqueles que rejeitam a teoria oficial.
[12] Mesmo Shyam Sunder, o investigador condutor do estudo do NIST,
afirmou: "O jet fuel provavelmente queimou em menos de 10 minutos"
(Field, 2004). O próprio NIST Report afirma (p. 179): "Os incêndios
iniciais dos jet fuel perduraram no máximo uns poucos minutos".
[13] O NIST Report (2005, p. 68), tentando argumentar que o aço é muito
vulnerável a menos que seja protegido por isolamento, afirma:
"Componentes de aço desnudos podem aquecer rapidamente quando expostos a
um fogo mesmo de intensidade moderada. Portanto, alguma espécie de
protecção térmica, ou isolamento, é necessária". Como destaca Hoffman
(2005), entretanto: "Estas declarações são sem sentido, porque ignoram o
efeito da condutividade térmica do aço, o qual arrasta o calor para
longe, e a considerável massa térmica das 90.000 toneladas de aço em
cada Torre". De mais a mais, posso apenas ter curiosidade de saber se os
autores do NIST Report reflectiram sobre as implicações da sua teoria
para o ferro ou o aço a rangerem nas suas lareiras. Espalharão eles nova
protecção anti-fogo depois de desfrutarem o calor por umas poucas horas?
[14] Citado em "WTC 2: There Was No Inferno," What Really Happened (
http://www.whatreallyhappened.com/wtc2_fire.html ).
[15] Citado em "Tape Sheds Light on WTC Rescuers," CNN, August 4, 2002 (
http://archives.cnn.com/2002/US/08/04/wtc.firefighters/ ). As vozes
dos bombeiros confirmadamente "não mostravam pânico, nenhum sentimento
de que os eventos estivessem a correr para além do seu controle". (Dwyer
e Fessenden, 2002)
[16] Como afirma Eric Hufschmid (2002, p. 33): "Um incêndio não afectará
o aço a menos que este esteja exposto a ele por um longo ... período de
tempo".
[17] CNN, 24/Setembro/2001.
[18] Kevin Rya, na sua carta a Frank Gayle (ver nota 10, acima),
escreveu como crítica ao relatório preliminar do NIST: "Esta estória
simplesmente não resulta. Se o aço daqueles edifícios amolecesse ou
fundisse, estou certo de que todo nós podem concordar em que isto
certamente não era devido a incêndios de jet fuel de qualquer espécie,
deixados por si só a queimar por breve tempo naquelas torres. ... É
favor fazer o que puder para eliminar rapidamente a confusão quanto à
capacidade dos incêndios de jet fuel para amolecerem ou fundirem aço
estrutural".
[19] Ver, por exemplo, Eric Hufschmid's "Painful Deceptions" (disponível
em www.EricHufschmid.Net );
Jim Hoffman's website (
http://911research.wtc7.net/index.html ); e Jeff King's website (
http://home.comcast.net/~jeffrey.king2/wsb/html/view.cgi-home.html-.html
), especialmente "The World Trade Center Collapse: How Strong is the
Evidence for a Controlled Demolition?"
[20] Incrivelmente, depois de explicar quão precisamente os explosivos
devem ser colocados para assegurar que um edifício caia a pique,
Loizeaux diz que, depois de ver os incêndios nas Twin Towers, ele soube
que a torres estavam "indo abaixo como panqueca, quase verticalmente.
Era o único modo que elas podiam cair. Era inevitável". Dado o facto de
que o fogo nunca provou o colapso de edifícios com estruturas de aço,
deixando de lado que imitou perfeitamente uma demolição controlada, a
declaração de Loizeau é um motivo de assombro. A sua companhia,
casualmente, foi contratada para remover o aço do sítio do WTC após o
11/Set.
[21] A teoria do incêndio torna-se ainda mais improvável se as duas
primeiras características forem tomadas em conjunto. Para um incêndio
ter induzido um colapso que começou subitamente era inteiramente
simétrico, de modo que caísse a pique, os incêndios teriam necessitado
de provocar que todas as partes cruciais dos edifícios caíssem
simultaneamente, mesmo que os incêndios não se difundissem igualmente
através dos edifícios. Como escreveu Jim Hoffman: "Todas as 287 teriam
de ter enfraquecido ao ponto de entrarem em colapso no mesmo instante"
("The Twin Towers Demolition," 9-11 Research.wtc7.net, n.d.,
http://911research.wtc7.net/talks/towers/slides.html ).
[22] Tal declaração é provavelmente um ligeiro exagero, pois os vídeos,
de acordo com a maior parte dos estudantes, parecem sugerir que os
colapsos levaram algo entre 11 e 16 segundos. Mas isto ainda estaria
próximo da velocidade em queda livre através do ar.
[23] Como físico, Steven Jones coloca isto: "as Torres caíram muito
rapidamente ao chão, com a parte superior a cair aproximadamente tão
rápido como os resíduos ejectados os quais proporcionam referências para
a queda-livre. ... Onde está o intervalo de tempo que deve ser esperado
devido à conservação de momento — uma das Leis fundamentais da física?
Isto é, quando pisos superiores caem sobre pisos inferiores — e intactas
colunas de aço de suporte — a queda deve ser significativamente impedida
pela massa impactada. ... Mas isto não aconteceu. ... Como pisos
superiores caem tão rapidamente, então, e ainda conservam momento no
colapsar dos edifícios? A contradição é ignorada pelos relatórios do
FEMA, NIST e Comissão do 11/Set em que a conservação do momento e os
tempos de queda não foram analisados" (Jones, 2006, até então disponível
em
http://www.physics.byu.edu/research/energy/htm7.html ).
[24] Cada caixa de coluna, além de ter pelo menos 36 por 16 polegadas
(91 por 41 cm), tinha paredes que eram de pelo menos 4 polegadas (10 cm)
de espessura na base, estreitando-se nos andares superiores, os quais
tinham menos peso para suportar. Fotos das colunas podem ser vistas na
página 23 de Hufschmid, 2002. A razão para a qualificação do "pelo
menos" nestas declarações é que Jim Hoffman recentemente concluiu que
algumas delas eram ainda maiores. Em relação ao seu artigo "The Core
Structures: The Structural System of the Twin Towers," 9-11
Research.wtc7.net, n.d. [
http://911research.wtc7.net/wtc/arch/core.html ], ele escreveu
(email de 26/Outubro/2005): "Anteriormente estive a dizer que o núcleo
das colunas tinha dimensões extenas de 36" x 16", mas agora penso que
pelo menos 1/3 delas tinha dimensões de 54" x 22" (137 x 56 cm), baseado
em artigos antigos no Engineering News Record e em fotografias
que tomei de perto das fotos da construção em exibição no Skyscraper
Museum em Manhattan. ... Além disso, de acordo com a ilustração da
Engineering News Record, a espessura do aço nas bases era 5" e não
4".
[25] E, como afirma Hoffman (2005), a afirmação do NIST acerca destes
fogos tremendamente quentes no núcleo é especialmente absurda dado o
facto de que o núcleo "tinha muito pouco combustível, estava longe de
qualquer fonte de ar fresco, tinha enormes colunas de aço para espalhar
o calor; [e] não mostra evidência de incêndios em qualquer das
fotografias ou vídeos". Toda a evidência, por outras palavras, sugere
que nenhuma das colunas centrais teria (a partir do incêndio) atingido
as temperaturas mais elevadas alcançadas por algumas das colunas do
perímetro.
[26] O NIST descansa a sua teoria sobre a ideia de que o colapso começou
com a falha das pilastras (trusses). Sendo muito mais pequenas e
também menos interconectadas, as pilastras teriam sido muito mais fáceis
de aquecer, assim não é surpreendente que o NIST Report foque sobre
elas. Para tentar fazer a sua teoria funcionar, contudo, o NIST afirma
que as pilastras tornaram-se mais quentes do que a sua própria evidência
sustenta. Isto é, embora o NIST não descubra qualquer evidência de que o
aço tenha ficado mais quente do que 1112ºF (600ºC), ele afirma que
algumas das pilastras de aço foram aquecidas até 1292ºF (700ºC) (2005,
pp. 96, 176-77). Um argumento supostamente científico não pode
acrescentar arbitrariamente 180ºF apenas porque acontece dele precisar.
Em qualquer caso, além do facto de que este número é inteiramente não
apoiado por qualquer evidência, a teoria do NIST depende finalmente da
afirmação de que as colunas centrais falharam "em resultado tanto das
falhas das conexões de junções como da fractura das próprias colunas",
porque foram "enfraquecidas significativamente por ... efeitos térmicos"
(2005, pp. 88, 180). Mas não há qualquer explicação de como estas
colunas maciças teriam sido causadoras da "fractura", mesmo que as
temperaturas tivessem atingido aquelas alturas. Como colocou um estudo
emitido no Reino Unido: "A expansão térmica e a resposta da estrutura
total para este efeito não foi descrita [pelo NIST] ainda" (Lane and
Lamont, 2005).
[27] A citação do RDX está emTom Held, 'Hoan Bridge Blast Set Back to
Friday,' www.jsonline.com (Milwaukee Journal Sentinel), Updated Dec. 19,
2000 (http://www.jsonline.com/news/metro/dec00/hoan20121900a.asp ). A
citação do DREXS está no vídeo de Hufschmid, "Painful Deceptions" (
www.EricHufschmid.Net ).
[28] Naquela declaração, Hoffman afirma que a maior parte das secções
parecia ter não mais de 30 pés (9 m) de comprimento. Ele posteriormente
reviu isto, dizendo que, a julgar por uma imagem aérea tomada 12 dias
após os ataques, a maior parte das peças parecia ter entre 24 e e 48 pés
(4 a 14 m) de comprimento, com apenas umas poucos com mais de 50 pés (15
m). Ele também observou que "os comprimentos das peças tem pouca
semelhança com os comprimentos das partes de aço que se sabe terem
partido na construção", o que significa que alguém podia não
razoavelmente inferir que as peças simplesmente partiram-se nas suas
junções
[29] A evidência disponível, afirma Hoffman (2003), sugere que as
partículas de poeira eram na verdade muito pequenas — da ordem de 10
microns.
[30] Hoffman ("The Twin Towers Demolition") afirma que as nuvens
expandiram-se cinco vezes o diâmetro das torres nos primeiros dez
segundos. A demolição do Kingdome pode ser vista no sítio web de
Controlled Demolition, Inc. (
http://www.controlled-demolition.com/ ). A demolição do Reading
Grain Facility pode ser vista em ImplosionWorld.com (
http://implosionworld.com/reading.html ).
[31] Jim Hoffman, "The Twin Towers Demolition."
[32] Para experiência visual disto e das características anteriores
(excepto aço cortado), ver Painful Questions de Hufschmid; vídeo
"Painful Deceptions" de Hufschmid's (disponível em
www.EricHufschmid.Net); no sítio web de Jim Hoffman (
http://911research.wtc7.net/index.html ); e no sítio web de Jeff
King' (
http://home.comcast.net/~jeffrey.king2/wsb/html/view.cgi-home.html-.html
), especialmente "The World Trade Center Collapse: How Strong is the
Evidence for a Controlled Demolition?"
[33] Bollyn afirma (email de 27/Outubro/2005) que estas declarações lhe
foram feitas pessoalmente durante entrevistas telefónicas com Tully e
Loizeaux, provavelmente no verão de 2002. Bollyn acrescentou que embora
ele não seja positivo acerca da data das entrevistas telefónicas, ele é
sempre "muito preciso acerca de citações" (
http://www.americanfreepress.net/09_03_02/NEW_SEISMIC_/new_seismic_.html
).
[34] O Professor Allison Geyh (2001) da Johns Hopkins, que fez parte da
equipe de investigadores da saúde pública que visitou o sítio logo após
o 11/Set, escreveu: "Em alguns bolsões agora a serem descobertos eles
estão a encontrar aço fundido". O Dr. Keith Eaton, que algum tempo
depois andou no sítio com um engenheiro, disse que lhe foram mostrados
diapositivos de "metal fundido, o qual ainda estava quente semanas após
o evento" ( Structural Engineer, 2002, p. 6). Herb Trimpe (2002),
um diácono episcopal que actuou como capelão no Ground Zero, afirmou:
"Estava realmente mais quente sobre o sítio. Os fogos queimava, até 2000
graus, subterrâneo ... conversei com muitos empreiteiros e eles disseram
... traves foram fundidas totalmente devido ao calor".
[35] Este artigo na Popular Mechanics é, para ser franco,
espectacularmente mau. Além dos problemas destacados aqui e na nota 11,
acima, e na nota 39, abaixo, o artigo faz esta afirmação espantosa: "Na
década anterior ao 11/Set, o NORAD interceptou apenas um avião civil
sobre a América do Norte: golfer Payne Stewart's Learjet, in October
1999. Na realidade, como sabem genuínos investigadores do 11/Set, o FAA
relatou numa notícia emitida em 09/Agosto/2002, que havia interceptado
(scrambled) com caças 67 vezes entre Setembro de 2000 e Junho de
2001, e o Calgary Herald (13/Outubro/2001) relatou que o NORAD
interceptou com caças 129 vezes em 2000. Por extrapolação, podemos
inferir que o NORAD havia usado caças para interceptação mais de 1000
vezes na década anterior ao 11/Set. A afirmação da Popular Mechanics
podia ser verdadeira só se em todos estes casos, excepto no
incidente de Payne Stewart, os caças foram chamados de volta à base
antes de realmente interceptarem o avião em causa. Isto é uma
possibilidade mais improvável, especialmente à luz do facto de que o
major Mike Snyder, um porta-voz do NORAD, confirmadamente declarou ao
Boston Globe uns poucos dias após o 11/Set que "os caças [da NORAD]
interceptam aviões rotineiramente" (Johnson, 2001).
Por que a Popular Mechanics teria publicado um artigo tão mau?
Uma pista é dada talvez pelo facto de que o "investigador senior" do
artigo foi Benjamin Chertoff, de 25 anos, primo de Michael Chertoff, o
novo chefe do Department of Homeland Security (see Bollyn, 2005a). Um
outro facto relevante é que o artigo foi publicado logo após um golpe
nesta revista de propriedade da Hearst, no qual o editor-chefe foi
substituído (ver Bollyn, 2005b). O artigo de desmistificação do jovem
Chertoff foi ele próprio efectivamente desmistificado por muitos
investigadores genuínos do 11/Set, tais como Jim Hoffman, "Popular
Mechanics' Assault on 9/11 Truth," Global Outlook 10 (Spring-Summer
2005), 21-42 (que era baseado no Hoffman, "Popular Mechanics' Deceptive
Smear Against 9/11 Truth," 911Review.com, February 15, 2005
[http://911review.com/pm/markup/index.html]), e Peter Meyer, "Reply to
Popular Mechanics re 9/11,"
http://www.serendipity.li/wot/pop_mech/reply_to_popular_mechanics.htm.
Temos que admitir que estes artigos de Hoffman e Meyer, se bem que
concordem em muitos pontos, adoptam diferentes abordagem em resposta a
algumas das questões levantadas. Mas ambos os artigos demonstram que a
Popular Mechanics deve aos seus leitores uma desculpa por
publicar um artigo tão grosseiramente defeituoso sobre um assunto de tal
importância.
[36] Pat Dawson da NBC relatou a partir do WTC na manhã do 11/Set que
lhe fora dito por Albert Turi, o vice-assistente chefe de segurança do
Departamento de Bombeiros, que "haverá ... uma outra explosão ... uma
hora após o primeiro choque ... em uma das torres daqui. Assim,
obviamente ... ele pensa que haverá realmente dispositivos que foram
plantados no edifício ((Watson e Perez, 2004). Um repórter do Wall
Street Journal afirmou: "Ouvi este estrondo metálico, olhei para
cima e vi que aquilo que eu pensava ser apenas um sítio peculiar de
pisos individuais, um após o outro explodiam para fora. Pensei para mim
mesmo, 'Meu Deus, eles estão a deitar o edifício abaixo". E eles, seja
quem for que seja 'eles', HAVIAM COLOCADO CARGAS ... Eu vi as explosões"
(Shepard e Trost, 2002). O repórter da BBC Steve Evans afirmou: "Eu
estava na base da segunda torre ... aquela que foi batida ... Houve uma
explosão ... A base do edifício tremeu ... Então, quando estávamos do
lado de fora, aconteceu a segunda explosão e a seguir houve uma série de
explosões" (BBC, 11/Set/2001; citado em Bollyn, 2002).
[37] Em Junho de 2002 a televisão NBC apresentou um trecho de fitas
registadas no 11/Set que continha o seguinte diálogo envolvendo
bombeiros na torre sul:
Oficial: Batalhão 3 para despacho, acabámos de ter uma outra explosão.
Oficial: Batalhão 3 para despacho, acabámos de ter uma outra explosão.
Dispatcher: Recebido, comando do batalhão. Explosão adicional ("911
Tapes Tell Horror Of 9/11," Part 2, "Tapes Released For First Time",
NBC, June 17, 2002 [
www.wnbc.com/news/1315651/detail.html ]).
O bombeiro Louie Cacchioli relatou que, ao entrar no átrio da torre
norte, viu portas de elevadores completamente explodias e pessoas a
serem atingidas por resíduos. "Recordo pensar ... como podia isto
acontecer tão rapidamente se um avião bateu acima?" Quando ele alcançou
o 24º piso encontrou pó pesado e fumo, o que ele considerou estranho à
luz do facto de o avião ter batido o edifício mais de 50 andares mais
acima. Logo após, ele e outro bombeiro, "ouviram esta enorme explosão
que soou como uma bomba. Era um ruído surdo, desligou as luzes e
enguiçou o elevador". Depois de olharem com curiosidade fora do
elevador, ele relatou: "uma outra enorme explosão semelhante à primeira
aconteceu. Esta outra aconteceu cerca de dois minutos depois ... [e]
fiquei a pensar, 'Oh Meu Deus, estes bastardos puseram bombas aqui tal
como o fizeram em 1993!' ... Então, logo que chegámos às escadarias,
ouvi uma outra enorme explosão tal como as outras duas. A seguir ouvi
bang, bang, bang — enormes bangs" (Szymanski, 2005a). Um breve relato do
testemunho de Cacchioli foi disponibilizado no número de
24/Setembro/2001 da revista People, uma parte do qual é citado em
Griffin, Cap. 1, nota 74.
[38] Terri Tobin, tenente do gabinete de informação pública do NYPD (New
York Police Department), afirmou que durante ou após o colapso da torre
sul, "tudo que ouvi foram explosões extremamente ruidosas, pensei que
estávamos a ser bombardeados" (Fink e Mathias, 2002, p. 82). Um artigo
no Guardian dizia: "Em Nova York, oficiais da polícia e dos
bombeiros estavam a efectuar a primeira onda de evacuações quando a
primeira das torres do World Trade Centre entrou em colapso. Algumas
testemunhas oculares relatam ter ouvido uma outra explosão exactamente
antes de a estrutura desmoronar. A polícia disse que parecia quase como
uma 'implosão planeada' " (Borger, Campbell, Porter, e Millar, 2001).
[39] Teresa Veliz, que trabalhava numa companhia de desenvolvimento de
software, estava no 47º piso da torre norte quando subitamente "todo o
edifício abalou ... [Logo após] o edifício abalou outra vez, desta vez
mais violentamente". Veliz então desceu-o e saiu. Durante este período,
afirmou ela: "Houve explosões a acontecerem por toda a parte. Eu estava
convencida de que havia bombas plantadas por toda a parte e que alguém
estava sentado num painel de controle a pressionar botões detonadores"
(Murphy, 2002).
William Rodriguez trabalhava como porteiro na torre norte. Enquanto
estava na recepção a trabalhar no gabinete no sub-nível 1 às 09h00,
relata ele, ele e as outras 14 pessoas no gabinete ouviram e sentiram
uma explosão maciça abaixo deles. "Quando ouvi o som da explosão",
afirma, "o chão debaixo dos meus pés vibrou, as paredes começaram a
rachar e tudo começou a chocar-se. ... Segundos [depois] ouvi uma outra
explosão vinda de cima. ...
Embora estivesse inconsciente naquele momento, isto era o avião a bater
na torre". Então o colega de trabalho Felipe David, que estivera em
frente a um elevador de cargo, entrou no gabinete com severas
queimaduras na cara e nos braços a gritar "explosão! explosão!
explosão!" Segundo Rodriguez: "Ele foi terrivelmente queimado. A pele
estava descolada das suas mãos e braços. Seus ferimentos não podiam ter
vindo de um avião acima, mas só de uma explosão maciça abaixo"
(Szymanski, 2005b).
O engenheiro Mike Pecoraro, que estava a trabalhar na sexta sub-cave da
torre norte, declarou que depois de o seu colega ter relatado ter visto
luzes a piscar eles telefonaram aos andares de cima para descobrir o que
acontecera. Foi-lhes dito que houvera uma explosão surda e que todo o
edifício parecia sacudir. Pecoraro e Chino subiram então para o nível C,
onde havia uma pequena loja de máquinas, mas não havia ninguém lá. "Não
havia nada excepto lixo", afirmou Pecoraro. "Estamos a falar acerca de
uma prensa hidráulica de 50 ton — partida!" Eles foram então para a
garagem de parqueamento, mas descobriram que, também, estava deserta.
"Não havia paredes". Então, no Nível B, descobriram que porta anti-fogo
de aço e betão, que pesava cerca de 300 libras (136kg), fora amarrotado
"como uma peça de papel de alumínio". Finalmente, quando eles subiram
para o piso da rua: "Todo o átrio estava coberto de fuligem e negro, as
portas dos elevadores estavam faltando. O mármores estava faltando em
algumas das paredes" ( Chief Engineer, 2002).
Uma das "afirmações predominantes" dos cépticos do 11/Set que a
Popular Mechanics tenta desmistificar (ver nota 11, acima) é a
afirmação de que foram detonados explosivos nos pisos mais baixos da
torre. A revista, contudo, convenientemente ignora os testemunhos de
Veliz, Rodriguez e Pecoraro.
[40] Este perito é Van Romero, vice-presidente de investigação no New
Mexico Institute of Mining and Technology. Romero fora anteriormente
director do Energetic Materials Research and Testing Center deste
instituto, que estuda os efeitos de explosões em edifícios.
[41] Romero, é verdade, mudou a sua posição pública 10 dias depois, como
anunciado em Fleck, 2001. Mas esta retractação não foi convincente.
"Conversações subsequentes com engenheiros estruturais e um olhar mais
pormenorizado da fita", segundo este artigo, levaram Roberto a concluir
que "o calor intenso dos incêndios do jet fuel enfraqueceram as traves
estruturais de aço dos arranha-céus ao ponto de que elas cederam sob o
peso dos pisos acima". Mas não há indicação do que esse engenheiro
estrutural disse, ou do que Romero viu no seu "olhar mais pormenorizado
da fita" que o levou a alterar a sua visão anterior de que os colapsos
foram "demasiado metódicos" para terem sido produzidos por qualquer
outra coisa senão explosivos. Não há sugestão de como traves
enfraquecidas teriam conduzido a um colapso total que começou
subitamente e ocorreu a uma velocidade virtualmente de queda-livre.
Romero subsequentemente afirmou que não alterou sua postura. Ao invés
disso, afirmou que fora citado erroneamente no primeiro artigo. "Fui
citado como a dizer que pensava serem explosivos trazidos para baixo do
edifício. Eu só disse que era o que parecia" ( Popular Mechanics,
2005). Mas se isto é verdade, é estranho que a segunda notícia, escrita
por Fleck, não diga isto mas ao invés diga que Romero mudou de parecer.
Romero mudou claramente de parecer — ou, para ser mais preciso, de
parecer público.
Uma pista para desvendar a razão desta mudança pode ser proporcionada
por uma outra declaração no artigo original, a qual diz que quando o
Pentágono foi atingido, "[Romero] e Denney Peterson, vice-presidente
para administração e finanças [do New Mexico Tech], estavam a caminho de
um edifício de escritórios próximo ao Pentágono para discutir programas
de investigação financiados pela defesa no Tech" (Uyttebrouck, 2001). Na
verdade, como foi destacado num artigo posterior no sítio web do New
Mexico Tech ("Tech Receives $15 M for Anti-Terrorism Program" [
http://infohost.nmt.edu/mainpage/news/2002/25sept03.html ]), o
número de Dezembro de 2003 da revista Influence nomeou Romero
como um dos "seis lobbyists que fizeram um impacto em 2003",
acrescentando que "uma grande parte do trabalho [de Romero] envolve
lobbying por financiamento do governo federal, e se o ano fiscal de 2003
constitui alguma indicação, Romero foi uma super-estrela&qu
\n';
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ot;, tendo obtido
cerca de US$56 milhões para o New Mexico Tech só naquele ano.
Considerando o facto de que Romero não deu razões científicas para a sua
mudança de postura, não parece injustificável inferir que a razão real
foi a sua percepção, que talvez lhe tenha sido forçada por responsáveis
do governo, que a menos que se retractasse publicamente das suas
declarações iniciais, sua efectividade no lobbying por fundos do governo
federal seria grandemente reduzida. Romero, com certeza, nega isto
dizendo: "Teóricos da conspiração vieram dizer que o governo induziu-me.
Isto é a coisa mais distante da verdade" ( Popular Mechanics,
2005). Mas isto, naturalmente, é o que se esperaria que Romero dissesse
em qualquer caso. Ele podia ter esvaziado a acusação somente dando uma
descrição persuasiva de como os edifícios podiam ter vindo abaixo, da
maneira como o fizeram, sem explosivos.
[42] Como explicou Dwyer, as histórias orais "foram reunidas
originalmente por ordem de Thomas Von Essen, que era o comissário dos
bombeiros da cidade no 11%Set, que disse pretender preservar aquelas
descrições antes que se transformassem numa memória colectiva".
[43] As histórias orais do 11/Set estão disponíveis no sítio web do
New York Times
(
http://graphics8.nytimes.com/packages/html/nyregion/20050812_WTC_GRAPHIC/
met_WTC_histories_full_01.html ). Estou profundamente em dívida para
com Matthew Everett, que localizou e passou-me virtualmente todas as
declarações que citei destas histórias orais.
[44] Tal como muitos outros, Dixon assinalou que mais tarde veio a
aceitar a interpretação oficial, acrescentando. "Então imaginei alguma
medida do tempo que olhámos para aquilo e percebemos, não, realmente
entrou em colapso. Foi isto que estourou as vidraças, não que houvesse
uma explosão ali mas aquelas vidraças estouraram". Tenho focado aqui,
entretanto, o que as testemunhas disseram terem experimentado e pensado
primeiro, distintas de qualquer interpretação que possam ter aceite
depois.
[45] Algumas das testemunhas também mencionaram a criação de uma nuvem
de pó após as explosões. Um bombeiro afirmou: "Você ouvia como buns
surdos ... e então ficámos cobertos com fragmentos e pó" (NYT, Viola, p.
3). Outro disse: "É como quando o inferno vem abaixo. Era como uma
grande, enorme explosão. ... O vento corria. ..., todo o pó ... e tudo
ficou escuro" (NYT, Rivera, p. 7). O tenente William Wall afirmou:
"Ouvimos uma explosão. Olhámos para cima e o edifício estava a vir
abaixo ... Corremos um bocado e então fomos alcançados repentinamente
pela nuvem" (NYT, Wall, p. 9). O paramédico Louis Cook, tendo dito que
havia "uma incrível quantidade de pó e fumo", acrescentou que havia "sem
exagero, um pé e meio de pó sobre o meu carro" (NYT, Cook, pp. 8, 35).
[46] Mesmo se fossemos generosos com uma falha e permitíssemos que esta
pudesse ser tão elevada como uma probabilidade de 1 em 10 (uma
probabilidade muito mais elevada do que 1 em 100, ou 1 em 500) que
qualquer uma das 11 características pudesse ocorrer sem explosivos, a
probabilidade de todas as 11 ocorressem em conjunto seria de uma em 100
mil milhões. (Este cálculo com a muito generosa suposição de 1 em 100
assume que as 11 são independentes umas das outras. Para maior
completude, se apenas 6 fossem independentes enquanto 5 fossem
correlacionadas com outras, ainda teríamos uma probabilidade em um
milhão. Mas, se a probabilidade fosse de 1 em 100 e cada característica
fosse independente, teríamos uma probabilidade de um em 10 elevado à 22
potência).
Se fôssemos também acrescentar ao cálculo que todas estas
características ocorreriam nos três edifícios no mesmo dia, a
probabilidade tornar-se-ia tão diminutamente pequena que dificilmente
seria distinguível de zero.
Por outro lado, se foram explosivos nos edifícios, haveria uma alta
probabilidade de que todas as 11 características teria ocorrido em todos
os três edifícios. Para esta argumentação estou em dívida para com James
Fetzer, que — através do seu ensaio "'Conspiracy Theories': The Case of
9/11" — inspirou isto, e a Paul Zarembka, que ajudou com a formulação
final.
[47] Um lindo sumário do argumento para esta conclusão foi proporcionado
por Nila Sagadevan (comunicação por email em 08/Novembro/2005) em
resposta a uma pessoa que perguntou: "Está você a dizer que todos estes
pisos simplesmente caíram abaixo como se nada houvesse a suportá-los?"
Ao declarar que isto é precisamente o que ele estava a dizer, ele
sugeriu então o seguinte experimento mental:
Imagine um cabo de aço maciço, pendente de um alto guindaste, preso
firmemente ao meio do mais alto piso (110º) de uma das torres.
Agora, imagine que este piso fosse de alguma forma separado do resto da
estrutura por baixo dele.
Chame o seu génio pessoal e ele tem de fazer todos os 109 pisos e
estruturas de suporte por baixo desta laje agora suportada desaparecerem
magicamente.
O que temos agora é a nossa piso de laje de betão a balouçar a 1350 pés
(411m) nos céus, suspensa por um cabo do nosso guindaste imaginário.
Agora, o nosso génio cortou o cabo.
O seu 110º piso cairia agora em queda livre através do ar e chocar-se-ia
com o chão em cerca de 9 segundos (o que é tempo que demorou para os
pisos superiores de ambas as torres atingirem o chão).
Agora, imagine uma variação deste cenário. Não separaremos o piso do
topo nem nos envolveremos com um guindaste.
Ao invés disso, perguntaremos ao nosso genial génio para magicamente
"amolecer" todas as colunas de suporte dos 109 pisos mais baixos.
Será que cada um de todos estes pisos e das suas agora amolecidas
estruturas de suporte não começariam imediatamente a vergar sob o peso
do 110º piso?
Será que este envergamento não reduziria significativamente a descida do
piso do topo por continuar a oferecer um certo grau de resistência à sua
descida?
Será que estes progressivos obstáculos viscosos — o aço amolecido
ajudado por rebites soltos, parafusos cortados e soldaduras fundidas —
não reduziria significativamente a velocidade da queda do piso do topo?
Não seria isto causa para o piso do topo gastar um bocado mais do que 9
segundos para finalmente chegar ao fim da sua descida e juntar-se ao
resto no alto da pilha esmagada de pisos por baixo de si?
Mas no 11 de Setembro de 2001, todos os pisos, de todas as torres,
caíram como se nada existisse por baixo deles senão o ar.
Para isto acontecer, todas as colunas de suporte (isto é, de
resistência) por baixo de todo piso em processo de colapso teria de ter
sido retirada do caminho.
Somente explosivos bem colocados podem fazer isso.
Isto é o que acontece numa demolição controlada.
O ponto de Sagadevan não é afectado significativamente se dissermos que
o tempo do colapso foi mais próximo dos 15 segundos, uma vez que é ainda
muito próximo da velocidade de queda-livre através do ar.
[48] Os investigadores oficiais consideraram que tinham menos autoridade
do que equipes de limpeza, um facto que levou o Science Committee da
House of Representatives a relatar que "a falta de autoridade dos
investigadores para apreender (impound) peças de aço para exame
antes que estas fossem recicladas levou à perda de importantes peças de
evidência"
(
http://www.house.gov/science/hot/wtc/wtc-report/WTC_ch5.pdf ).
[49] "Baosteel Will Recycle World Trade Center Debris," Eastday.com,
January 24, 2002 (
http://www.china.org.cn/english/2002/Jan/25776.htm ).
[50] Esta remoção foi, além disso, executada com o mais absoluto
cuidado, porque "as cargas consistiam material altamente sensível". Cada
camião estava equipado com um Vehicle Location Device, conectado a GPS.
"O software registava cada viagem e a localização, enviando alertas se o
veículo afastava-se da rota, chegava tarde ao seu destino, ou
desviava-se das expectativas por qualquer outro caminho. ... Um condutor
... fez uma pausa estendida para um almoço de uma hora e meia ... Ele
foi demitido" (Emigh, 2002).
[51] New York Times, 25/Dezembro/2001. Este protesto foi
reflectivo pelo Professor Abolhassan Astaneh-Asl, Professor of Civil
Engineering at the University of California at Berkeley, que afirmou::
"Quando há um acidente de carro e duas pessoas são mortas, você mantem o
carro até que o processo esteja acabado. Se um avião cai, você não só
mantem o avião como reúne todas as peças, leva-as para um hangar e
coloca-as juntas. Isto se faz só para 200 ou 300 pessoas, quando morrem.
Neste caso, você tem 3000 pessoas mortas. Você tem uma grande ...
estrutura fabricada pelo homem. Meu desejo era que tivéssemos gasto seja
o que for que levasse. ... Juntar todo este aço, transportá-lo para um
terreno. Ao invés de reciclá-lo. ... Afinal de contas, isto é um cenário
de crime e você de descobrir exactamente o que aconteceu" (CBS News,
March 12, 2002).
[52] Bloomberg estava com isso a recomendar precisamente o que Bill
Manning, o editor da Fire Engineering, havia prevenido quando
escreveu: "Como as coisas agora se colocam ..., a investigação do
incêndio do World Trade Center e o colapso corresponderão a papel e
hipóteses geradas por computador" (Manning, 2002). Aquilo que Bloomberg
desejou e Manning temeu foi exactamente o que aconteceu com o NIST
Report. É, de facto, muito pior. O físico Steven Jones, depois de
destacar que há "zero exemplos de colapsos de arranha-céus provocados
por incêndio" e que mesmo os "modelos reais [de computador] do NIST não
entram em colapso", pergunta: "Assim, como fará a equipe do NIST para
justificar os colapsos do WTC?" Ele responde: "Fácil, o NIST
confeccionou hipóteses geradas por computador para casos muito 'severos'
", e então estes casos foram novamente modificados para obter o
resultado desejado. O NIST Report, acrescenta Jones, admite isto,
dizendo na página 142: "O caso mais severo ... foi utilizado para a
análise global de cada torre. Conjuntos completos de simulações foram
então preparados para estes casos. Na medida em que as simulações
desviavam-se da evidência fotográfica ou de relatos de testemunhas
oculares, os investigadores ajustavam o input" (Jones, 2006).
[53] "Baosteel Will Recycle World Trade Center Debris."
[54] Bill Manning escreveu: "O dano estrutural provocado pelos aviões e
pela ignição explosiva do jet fuel nos mesmos não era suficiente para
deitar abaixo as torres. Fire Engineering tem boas razões para
acreditar que a 'investigação oficial' abençoada pelo FEMA ... é uma
farsa simplória (half-baked) que já pode ter sido comandada por
forças políticas cujos interesses primários, para colocar isto
suavemente, estão situados muito longe da revelação completa. Excepto
pelo benefício marginal obtido de um passeio de três dias, com
acompanhamento visual dos sítios de evidência conduzido pelos membros do
comité de investigação do ASCE — descritos por uma fonte próxima como
'tourist trip' — ninguém está a investigar a evidência para qualquer
coisa" (Manning, 2002).
[55] Ver a secção intitulada "The ASCE's Disclosures of Steel
Sulfidation" em Hoffman, 2005.
[56] Para evidência visual, ver Hoffman, "North Tower Collapse Video
Frames: Video Evidence of the North Tower Collapse," 9-11
Research.wtc7.net, n.d. (
http://911research.wtc7.net/wtc/evidence/videos/wtc1_close_frames.html
).
[57] O papel de Marvin Bush na companhia é mencionado em Craig Unger,
2004, p. 249.
[58] A declaração de Forbes está em www.apfn.org/apfn/patriotic.htm.
[59] Para a declaração completa de Giuliani, ver "Who told Giuliani the
WTC Was Going to Collapse on 9/11?", What Really Happened, n.d. (
http://www.whatreallyhappened.com/wtc_giuliani.html ); it can be
heard at
www.wireonfire.com/donpaul .
[60] Como destaca Hufschmid, "as fotos mostram chamas espectaculares a
extinguirem-se rapidamente, e a seguir o incêndio ... vagarosamente a
diminuir" (2002, p. 38).
[61] "Se a ... intenção foi lançar a culpa do colapso sobre os
incêndios", escreveu Peter Meyer, "então o último momento em que as
torres podiam entrar em colapso seria justamente quando os incêndios
estavam a extinguir-se. Uma vez que o incêndio na Torre Sul resultou da
combustão de menos jet fuel ..., o incêndio na Torre Sul começou a
desaparecer mais cedo. ... Aqueles que controlavam a demolição tiveram
então de provocar o colapso da Torre Sul antes de provocarem o da Torre
Norte" (Peter Meyer, n.d.).
[62] O chefe de divisão da Emergency Medical Services (EMS), John
Peruggia, afirmou terem-lhe dito que "a torre norte estava em perigo de
um colapso iminente". O técnico médico Richard Zarrillo, evidentemente
uma ligação entre o OEM e o EMS, afirmou que lhe disseram que "os
edifícios vão entrar em colapso". O chefe de bombeiros Stephen Mosiello
e o vice-assistente chefe Albert Turi também utilizaram o plural
("buildings") ao relatar o que haviam ouvido de Zarrillo. Turi relatou
que quando perguntaram a Zarrillo "onde estamos nós a obter estas
noticias?", a sua réplica foi: "você sabe, não estamos certos, a OEM
está apenas a noticiar isto" (NYT, Oral Histories of Peruggia, Zarrillo,
Mosiello, and Turi).
[63] Em "A Brief History of New York City's Office of Emergency
Management," lemos: "1996: Por ordem executiva, é criado o Mayor's
Office of Emergency Management. O director reportará directamente ao
Mayor e actua como o Director da Defesa Civil local" (
http://www.nyc.gov/html/oem/html/other/oem_history.html ).
[64] "A cidade ... inicialmente recusou acesso aos registos a
investigadores da ... Comissão do 11/Set" mas "cedeu quando foi ameaçada
de acção local" (Dwyer, 2005b).
[65] Glanz (2001) escreveu que "peritos disseram que nenhum edifício cmo
este, um arranha-ceus moderno, de aço reforçado, alguma vez entrou em
colapso devido a um incêndio não controlado".
[66] Para fotografias e discussão, ver Hufschmid, 2002, pp. 62-65, e a
secção intitulada "The 'Raging' Fires at WTC Tower Seven" in "The World
Trade Center Fires (Not So Hot Eh?)," Global Research, September 27,
2004 (
http://globalresearch.ca.myforums.net/viewtopic.php?t=523 ).
[67] FEMA, 2002, Ch. 5, Sect. 6.2, "Probable Collapse Sequence,"
discutido em Griffin, 2004, p. 22.
[68] Hufschmid, 2002, p. 64. O colapso do edifício 7 também teve todas
as outras características das demolições convencionais, tais como começo
súbito e a seguir vir abaixo à velocidade virtualmente de queda-livre —
o que neste caso significou menos de 7 segundos. Esta similaridade com
implosões convencionais foi comentada por Dan Rather. Ao mostrar um
vídeo do colapso do edifício 7 na CBS naquela mesma noite, Rather disse
que isto "recordava aquelas fotografias que todos nós anteriormente
vimos demasiado na televisão quando um edifício era deliberadamente
destruído por dinamite bem colocada a fim de derrubá-lo" (CBS News,
September 11, 2001). Vídeos do colapso do edifício 7, que raramente
aparecem nos principais canais de televisão, podem ser vistos em vários
sítios web, incluindo
www.geocities.com/killtown/wtc7.html e
www.whatreallyhappened.com/wtc7.html . Particularmente bom para esta
finalidade é o DVD de Eric Hufschmid, "Painful Deceptions" (disponível
em www.EricHufschmid.Net ).
[69] Implosion World.com ( http://www.implosionworld.com/dyk2.html ).
[70] Steven Jones, email letter, October 10, 2005.
[71] Ve Norman, 2002, and Firehouse Magazine, 2002a and 2002b.
[72] O chefe Frank Fellini afirmou que a zona de colapso foi
estabelecida "cinco ou seis horas" antes de o edifício vir abaixo, o que
teria sido em torno do meio dia (NYT, Fellini, p. 3). Este tempo
ajusta-se com o testemunho de um bombeiro que disse ter "ouvido relatos
ao longo de todo o dia do World Trade 7 possivelmente a ruir" e de um
outro que afirmou: "Nós aguardámos durante horas para o sete vir abaixo"
(NYT, Murray, p. 12, e Massa, pp. 17-18).
[73] Mesmo tremores de terra, que produziram alguns colapsos parciais,
nunca produziram colapsos totais.
[74] "Investigadores federais concluíram que foi primariamente o impacto
dos aviões e, mais especificamente, os incêndios extremos que se
espalharam em consequência, que levaram os edifícios a cair. ... Depois
de os aviões baterem, ... muito da protecção anti-fogo na zona de
impacto foi deslocada, deixando o aço estrutural exposto e mortalmente
vulnerável ao calor intenso" (Dwyer e Flynn, 2005, p. 252). Estes
co-autores (p. 253) endossam mesmo a afirmação do NIST —- que é
totalmente infundamentada (Hoffman, 2005) — de que os colapsos
tornaram-se "inevitáveis."
[75] Dwyer, de facto, escreveu um artigo intitulado "Vast Archive Yields
New View of 9/11," New York Times, August 13, 2005 (
http://www.nytimes.com/2005/08/13/nyregion/nyregionspecial3/
). Mas ele não mencionou a "nova visão" que seria sugerida pelos
testemunhos acerca das explosões.
[76] A declaração de Silverstein tem sido citada em muitos lugares,
incluindo Morgan e Henshall (2005). Uma crítica a este livro intitulada
"9/11 Revealed? New Book Repeats False Conspiracy Theories," publicada
pelo U.S. State Department
(http://usinfo.state.gov/media/Archive/2005/Sep/16-241966.html ), afirma
que "o proprietário do edifício referia-se a retirar um contingente de
bombeiros para fora do edifício a fim de salvar vida porque ele parecia
instável". Mas isto dificilmente será uma interpretação plausível,
especialmente devido à seguinte sentença e ao facto de que em outro
lugar durante o documentário (PBS, 2002) ouvimos a expressão utilizada
claramente para significar "deitar o edifício abaixo" ("bring the
building down)"
[77] A declaração de Silverstein pode ser visionada em (
http://www.infowars.com/Video/911/wtc7_pbs.WMV ) ou ouvida em áudio
file (
http://VestigialConscience.com/PullIt.mp3 ). Para uma discussão, ver
Baker, n.d.
[78] Currid, casualmente, foi reeleito presidente em 2002 (
http://www.uniondemocracy.com/UDR/34-NYC%20Public%20Employees.htm ).
[79] Carta ao LA Times Magazine, September 18, 2005, de William
Yarchin, de Huntington Beach, California, em resposta a uma entrevista
comigo naquela revista, conduzida por Mark Ehrman, intitulada "Getting
Agnostic about 9/11," publicada em 28/Agosto/2005.
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© Copyright David Ray Griffin, 911truth.com, 2006
Autor de numerosas obras sobre assuntos filosóficos e políticos.
Actualmente é director do
Center for Process
Studies .
O original encontra-se em
http://www.globalresearch.ca/ . Tradução de JF
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
. |